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Mundo

Armas contra o choque de civilizações

Ministro alemão do Exterior sugere, na Conferência de Segurança da Otan, a criação de uma zona comum de comércio entre UE e Oriente Médio e exclui a possibilidade de que a Alemanha venha a enviar soldados ao Iraque.

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Fischer: estabilizar o Oriente Médio para garantir a própria segurança

Um ano depois que a Alemanha batia o pé, "desobedecendo" as regras ditadas por Washington em relação ao Iraque, o ministro alemão das Relações Exteriores, Joschka Fischer, e o Secretário norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld, encontraram-se na Conferência de Segurança da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), realizada em Munique, na Alemanha.

Com os ânimos há muito apaziguados, mas divergências essenciais ainda persistindo entre as posturas dos dois países, o verde Joschka Fischer apresentou durante a Conferência da Otan neste sábado (7) uma proposta de integração política, social e econômica para o Oriente Médio, que conta com o envolvimento tanto da União Européia quanto da Otan.

Novas formas de combate ao terrorismo "Só assim pode-se combater o terrorismo e evitar um choque de culturas", afirmou o ministro. Fischer defende a criação, até o ano de 2010, de uma zona comum de comércio entre a UE e os países do Oriente Médio, a partir do Marrocos, passando por Israel e Palestina até a Síria. Os pré-requisitos para a participação em tal zona são a cooperação econômica, o respeito aos direitos humanos, o combate ao terrorismo e um claro não à violência por parte destes países.

A proposta, vista com bons olhos pelos representantes norte-americanos presentes na conferência, poderá ser oficializada no próximo encontro da Otan, a ser realizado em junho próximo, em Istambul. Com a iniciativa, "Fischer acaba de estender a mão para uma cooperação com os EUA", observou no semanário Der Spiegel Horst Teltschik, coordenador do encontro.

Sem olhar para trás

Se por um lado o lema do ministro verde é "olhar para frente", enterrando no passado as divergências de Berlim e Paris com Washington - que acabaram provocando o maior racha da história da Otan - Fischer deixou claro que a postura alemã frente à guerra no Iraque continua a mesma. Não deixa de ser sintomático que o tema tenha tomado pouquíssimo tempo do discurso do ministro. E que Fischer tenha afirmado, com determinação, que a Alemanha não irá enviar soldados ao país.

Garantindo a própria segurança

Segundo o ministro alemão, a segurança da Europa e dos EUA não depende de um engajamento militar maior ou menor da Otan no Iraque, mas de uma cooperação cada vez mais intensa com os países do Oriente Médio.

"A modernização e a estabilização destas nações têm que ser finalmente vistas sob o ponto de vista estratégico. Se o Oriente Médio mostra-se como uma região de confrontação ou de cooperação é de extrema importância estratégica para garantir nossa própria segurança", concluiu o ministro. Se a paz não for estabelecida na região, alertou Fischer, "vamos todos juntos pagar um preço muito alto muito isso".

Em junho próximo, durante o encontro em Istambul, há de se saber se pelo menos a retórica que apela para o próprio bem estar (europeu e norte-americano) irá mesmo encontrar ressonâncias do outro lado do Atlântico.

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