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América Latina

Argentina elimina restrições cambiais

Buenos Aires anuncia a flexibilização das regras cambiais vigentes no mercado de câmbio e a implantação de um câmbio único. Agora, população do país terá acesso livre às moedas estrangeiras.

O governo da Argentina anunciou o fim das limitações vigentes no mercado de câmbio a partir desta quinta-feira (17/12), para permitir um acesso praticamente livre à moeda americana e, ainda, a implantação de um câmbio único. As restrições cambiais haviam sido impostas no fim de 2011 pela ex-presidente Cristina Kirchner.

O ministro da Fazenda, Alfonso Prat-Gay, afirmou que a população terá acesso às moedas estrangeiras sem nenhum tipo de restrição de quantidade e sem necessidade de autorização prévia do fisco. Ele disse, ainda, que será instituído o novo limite de 2 milhões de dólares por mês/pessoa.

"Quem quiser exportar vai exportar sem pedir permissão. Aquele que quiser importar, vai importar. Aquele que quiser comprar dólares, vai poder comprar. Os que querem vender, vão poder vender. Ninguém vai ser perseguido", declarou Prat-Gay em coletiva de imprensa.

Para incentivar o investimento de capitais, foi eliminada a taxa de 30% sobre o ingresso de divisas no país. Prat-Gay afirmou que o levantamento das restrições cambiais só foi possível graças a certas "condições" concretizadas nos últimos dias, como a eliminação dos impostos às exportações e a posse de novas autoridades no Banco Central do país.

O ministro afirmou também que conta com fundos suficientes para reforçar as reservas do país, que somam atualmente cerca de 24 bilhões de dólares. Neste sentido, ele disse que espera contar, nas próximas quatro semanas, com fundos adicionais que totalizem entre 15 bilhões e 20 bilhões de dólares.

Prat-Gay explicou que esses recursos virão de um compromisso das empresas adiantarem investimentos, uma maior liquidação de divisas por conta da exportação de cereais (cerca de 2 bilhões de dólares por semana), financiamento de bancos internacionais e um acordo com o Banco Central da China para converter, em dólares, parte das reservas em yuans do Banco Central argentino.

FC/efe/dpa/rtr

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