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Economia

Arcelor compra siderúrgica russa e forma gigante do aço

Fusão bloqueia oferta hostil da Mittal e cria maior siderúrgica do mundo. Grupo alemão ThyssenKrupp pode ser o próximo candidato à incorporação pela companhia indiana, diz analista.

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Onda de fusões no setor siderúrgico?

A Arcelor, segunda maior companhia siderúrgica do mundo, anunciou nesta sexta-feira (26/05) a compra da rival russa Severstal, bloqueando deste modo uma oferta hostil da Mittal Steel, da Índia, que desde janeiro deste ano vinha tentando adquirir a empresa.

Levando-se em conta números referentes a 2005, o conglomerado resultante da fusão entre Arcelor e Severstal deve alcançar vendas de 46 bilhões de euros e produzir 70 milhões de toneladas de aço, assumindo a liderança mundial no setor.

A transação ainda precisa ser aprovada pelos acionistas da Arcelor, mas o executivo-chefe do grupo luxemburguês, Guy Dolle, acredita que a maioria votará favoravelmente. "Por se tratar de uma união amistosa, a chance de sucesso é grande", disse. A meta de lucro anual é de 10 bilhões de euros, acrescentou.

Na semana passada, o grupo indiano Mittal aumentara de 18,6 para 25,8 bilhões de euros bilhões de euros a oferta feita à Arcelor, o que segundo Dolle, acabou acelerando a fusão de sua empresa com a Severstal, com a qual mantinha negociações há três anos.

Corte de empregos?

O empresário Alexei Mordashov, dono de 89,6% da Severstal, dissse que a siderúrgica russa foi avaliada em 13 bilhões de euros na transação. Ele entra no novo grupo com um pagamento de 1,25 bilhão de euros, mais suas ações na Severstal e na siderúrgica italiana Lucchini. Em contrapartida, poderá indicar seis dos 18 membros do Conselho Administrativo, cuja presidência ele próprio exercerá.

Com cerca de 96 mil funcionários em 60 países, a Arcelor teve um faturamento de cerca de 33 bilhões de euros em 2005. Dolle garantiu que a fusão não terá "conseqüências negativas" para os empregados das fábricas européias do grupo. "Pelo contrário, diante da solidez do nosso balanço, daremos continuidade ao nosso crescimento", disse.

Ruim para a ThyssenKrupp

O analista Werner Kreuz, da empresa de consultoria A.T. Kearney, disse à Deutsche Welle TV, que a fusão Acelor-Severstal "prejudica muito" a ThyssenKrupp, líder do setor na Alemanha e que está construindo uma nova siderúrgica no Rio de Janeiro.

"Com uma fusão Arcelor-Mittal, o grupo alemão teria abocanhando a Dofasco (canadense), agora ele precisa cuidar para não ser engolido pela Mittal. A ThyssenKrup pode tornar-se a próxima candidata à fusão", disse Kreuz. Ele não acredita que a Mittal melhore mais uma vez a oferta para incorporar a Acelor. "Eles vão abandonar essa batalha e se dedicar a outro alvo", previu.

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