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Ciência e Saúde

Ararinhas-azuis nascidas na Alemanha chegam ao Brasil

Doação das aves de apenas 11 meses de idade faz parte de um programa de preservação da espécie, conduzido em parceria entre Brasil, Alemanha e Catar. Objetivo é a reinserção da ararinha-azul na Caatinga até 2021.

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A ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, com as araras no aeroporto de Berlim

Carla e Tiago, duas ararinhas-azuis (Cyanopsitta spixii) de apenas 11 meses nascidas em Berlim, chegaram nesta terça-feira (03/03) a São Paulo. Em contrapartida, uma arara fêmea nascida no Brasil deverá ser levada para a Alemanha. A iniciativa visa preservar a espécie, uma das mais raras do mundo e que não existe mais em liberdade desde 2000.

A troca foi possibilitada por uma parceria entre o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Agência Federal de Proteção da Natureza (Bfn), da Alemanha. "A troca é parte de um projeto de reinserção de longo prazo e um belo exemplo de proteção da natureza além das fronteiras continentais", disse a presidente do BfN, Beate Jessel.

O BfN obteve há dez anos uma licença para a manutenção de três araras, dando início à parceria com o ICMBio. Esta é a segunda vez que ararinhas-azuis (também chamadas araras-spix) nascidas na Alemanha são encaminhadas ao Brasil.

Carla e Tiago, que foram batizadas em homenagem aos protagonistas do filme de animação Rio 2, nasceram em abril de 2014. No âmbito do projeto, Carla pertence às autoridades brasileiras desde o início, enquanto Tiago foi doado pelos alemães como gesto de comprometimento com o programa de preservação da espécie.

Logo após chegarem a Guarulhos, na manhã desta terça, as duas aves foram levadas a Cananeia, onde ficarão em quarentena por 15 dias. Depois serão transferidas para o criadouro Nest, no interior de São Paulo. A expectativa dos responsáveis pelo projeto é que, até 2021, as primeiras ararinhas-azuis sejam reinseridas no seu habitat natural, a Caatinga, na região da cidade de Curacá, na Bahia.

"Esperamos que elas ou seus descendentes sejam soltas na natureza daqui a alguns anos", disse a ministra alemã do Meio Ambiente, Barbara Hendricks, no aeroporto de Berlim, pouco antes do embarque dos dois animais.

Os mantenedores da ararinha-azul no Brasil e no exterior, que trabalham para viabilizar a reprodução da espécie, são a Association for the Conservation of Threatened Parrots (ACTP), na Alemanha, a Al-Wabra Wildlife Preservation, no Catar, o criadouro Nest e a Fundação Lymington, no Brasil.

AS/dpa/ots

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