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Mundo

Arafat saúda nova conferência de paz anunciada

Para solucionar o conflito israelense-palestino, a União Européia, Estados Unidos, Rússia e ONU vão impulsionar os esforços de paz no Oriente Médio, com uma conferência internacional, no verão que se aproxima.

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Colin Powell (c), Javier Solana (d) e Kofi Annan (e), combinam negociações em Washington

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yassir Arafat, saudou a conferência internacional, em Ramallah, anunciada pelo secretário de Estado americano, Colin Powell, depois de um encontro de representantes do quarteto (UE, EUA, ONU e Rússia), em Washington, na noite de quinta-feira. Israel reagiu com reserva.

"No momento não queremos reagir", disse o porta-voz do governo de Ariel Sharon, Arie Mekel, nesta sexta-feira, em Jerusalém. "Naturalmente Israel tem interesse numa solução política", destacou, acrescentando que a condição básica para uma conferência internacional seria os palestinos renunciarem, de uma vez por todas, à sua estratégia de terrorismo. O primeiro-ministro Sharon tem encontro marcado com o presidente americano, George W. Bush, no domingo, para discutirem sobre novos procedimentos depois da ofensiva militar israelense na Cisjordânia e o fim do isolamento de Arafat, imposto por Israel e que durou mais de um mês.

A meta da conferência internacional é a criação de um Estado palestino independente que deverá existir em paz e segurança ao lado de Israel. A base para um acordo desse teria de ser o princípio terra em troca de paz e o fim da ocupação israelense e das colônias judaicas.

Powell anunciou que os representantes do quarteto combinaram preparar, na próxima semana, a nova conferência com as partes em conflito e os membros interessados da comunidade internacional. A conferência será na Europa ou no Oriente Médio em data ainda a ser marcada.

Powell disse que os Estados Unidos vão realizar conversações, semana que vem, com os parceiros sobre uma série de princípios que servirão da base para um encontro no início do verão. Das conversas em Washington participaram o coordenador da política externa e de segurança da UE, Javier Solana, o ministro do Exterior da Espanha e presidente do Conselho de Ministros da UE, José Piqué, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e o ministro russo de Relações Exteriores, Igor Ivanov.

A criação de um Estado palestino independente, questões de segurança e humanitárias, reformas econômicas e novos caminhos políticos no Oriente Médio serão os principais temas da conferência de paz, segundo o chefe da diplomacia americana. O ministro alemão do Exterior, Joschka Fischer, que acabou de encerrar uma visita a Washington, sugeriu que a comunidade internacional apóie de forma determinada a política dos Estados Unidos para o Oriente Médio. "Para que apareça finalmente uma luz no fim do túnel, é preciso perspectiva política e um plano de metas", disse o político alemão do Partido Verde.