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Mundo

Arábia Saudita anuncia cessar-fogo unilateral no Iêmen

Líder da coalizão militar sunita, governo saudita declara cinco dias de trégua humanitária em território iemenita a partir de terça-feira. Ainda não está claro se o grupo rebelde xiita Houthi retribuirá o gesto de Riad.

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Secretário de Estados dos EUA, John Kerry, em encontro com o ministro saudita do Exterior, Adel al-Jubeir

"Tomamos a decisão de que o cessar-fogo começará na terça-feira, 12 de maio, às 23 horas [horário local] e terá a duração de cinco dias sujeitos a uma renovação caso funcione", disse o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al-Jubeir, em encontro de ministros do Golfo com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, nesta sexta-feira (08/05), em Paris.

O ministro acrescentou que o cessar-fogo no Iêmen pode ser estendido dependendo da resposta do grupo rebelde xiita Houthi. Al-Jubeir disse esperar que os rebeldes apoiados pelo Irã "sejam tomados pela razão" e concordem com a trégua. Ele insistiu que eles parem de lutar.

"Esperamos que os houthis sejam tomados pela razão e percebam que os interesses do Iêmen e do povo iemenita deve ser a principal prioridade para todos", disse al-Jubeir. Ainda não está claro se os houthis retribuirão o gesto saudita.

"O cessar-fogo será encerrado caso os houthis ou seus aliados não consentirem com o acordo – esta é uma oportunidade para os houthis mostrarem que se preocupam com seu povo e que se preocupam com o povo do Iêmen", enfatizou o ministro saudita.

Neste ponto, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, disse que qualquer pessoa que se preocupa com as pessoas iemenitas "deve ter o claro conhecimento do fato de que uma catástrofe humana está sendo construída" e que todas as partes devem encontrar uma solução pacífica para acabar com o conflito. Kerry pleiteou que todos os lados mantenham conversações imediatamente.

Ultimato saudita

Horas antes do anúncio do cessar-fogo, a Arábia Saudita declarou um reduto Houthi ao longo de sua fronteira sulista "um alvo militar", dando um ultimato aos residentes a deixar a área, segundo a emissora estatal saudita.

Recentemente, a província iemenita de Saada, no norte do país, se tornou um campo de batalha entre rebeldes xiitas e forças da coalizão liderada por militares sauditas, depois que forças houthis realizaram ataques em cidades sauditas próximas da fronteira.

Mais de 50 ataques aéreos atingiram Saada durante a noite e nas primeiras horas desta sexta-feira, afirmaram autoridades iemenitas.

Uma coalizão de Estados árabes lançou uma campanha aérea contra os houthis em 26 de março. Riad acusa Teerã de apoiar os rebeldes que conseguiram um significativo ganho territorial no empobrecido país do Oriente Médio, capturando a capital Sanaa e derrubando o internacionalmente reconhecido presidente do Iêmen, Abd Rabbuh Mansur al-Hadi, que

fugiu do país no fim de março

.

Os Estados sunitas do Golfo estão receosos com a crescente influência do Irã na região. Eles veem o avanço dos houthis no Iêmen como um movimento que ameaça os interesses sunitas regionais e geopolíticos.

Mais de 1.200 pessoas foram mortas no Iêmen desde o início da campanha saudita, de acordo com estimativa das Nações Unidas.

PV/afp/dpa/rtr/ap

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