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Arábia Saudita não quer mais comprar armas da Alemanha

30 de abril de 2017

Reino afirma que não quer mais causar problemas "com constantes pedidos de armas". Vendas necessitam de aprovação e são alvo de controvérsia na Alemanha por causa do envolvimento saudita em conflitos regionais.

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Tanque Leopard, de fabricação alemã
Tanque Leopard, de fabricação alemãFoto: picture-alliance/dpa/P. Steffen

A Arábia Saudita anunciou que não vai mais comprar armamento militar da Alemanha. O vice-ministro da Economia do reino, Mohammad al-Tuwaidchri, disse em entrevista à revista Der Spiegel, publicada neste domingo (30/04), que seu governo não quer mais causar problemas à Alemanha "com constantes pedidos de armas".

"Aceitamos a contenção alemã no que diz respeito às exportações para a Arábia Saudita. Conhecemos o contexto político", declarou a autoridade. A entrevista foi concedida antes da viagem da chanceler federal Angela Merkel, que está neste domingo no país árabe.

Há anos que a venda de armas para o país, que é acusado de desrespeitar os direitos humanos, é motivo de polêmica e controvérsia na Alemanha. Vendas de tanques, armas e equipamentos militar para a Arábia Saudita necessitam de aprovação caso a caso. Em 2015, 17 novos negócios no valor de 23,8 milhões de euros foram aprovados. O total exportado no ano chegou a 270 milhões de euros. Em 2016, segundo números preliminares, a Alemanha exportou meio bilhão de euros ao reino em armamento.

"Não vamos ser intransigentes nos negócios com armas, não vamos atacar a contenção alemã", disse Tuwaidchri à revista. Ele disse que a decisão é motivada por um desejo de maior cooperação econômica com a Alemanha. "As relações com a Alemanha são muito mais importantes para nós do que a briga por causa de exportações de armas." Segundo ele, a Arábia Saudita quer transformar a Alemanha num de seus maiores parceiros comerciais.

Antes da viagem de Merkel, o governo alemão havia afirmado que novas vendas poderiam ser autorizadas. Não há uma moratória para o fornecimento de armas à Arábia Saudita, afirmou o governo. As vendas para o país são controversas por causa da situação política interna e do envolvimento dos sauditas na guerra civil do Iêmen.

AS/dpa/afp/rtr