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Mundo

Apoio alemão a ataque contra Iraque, só com aval da ONU

O chanceler alemão Gerhard Schröder vê necessidade de pressão contínua contra o regime de Saddam Hussein. Só assim o Iraque aceitará de volta os inspetores de armamentos da ONU.

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Tropas americanas na fronteira iraquiana

Contudo, tanto o chefe de governo alemão, como o presidente francês Jacques Chirac, que estiveram reunidos terça-feira (30) em Schwerin, no encontro anual de cúpula franco-alemão, asseguraram que a eventual cooperação com os planos militares dos EUA no Golfo dependerá obrigatoriamente de um mandato das Nações Unidas.

Também o porta-voz de política externa da bancada social-democrata do Bundestag, Gert Weisskirchen, reiterou que a Alemanha só vai apoiar um ataque militar, se houver uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU neste sentido.

A respeito do ataque militar planejado por Washington, Schröder acredita que os EUA pretendem consultar seus aliados europeus antes de iniciar qualquer ofensiva. "Não tenho razões para duvidar da palavra do presidente norte-americano", afirmou Schröder, lembrando que a participação de soldados alemães numa possível operação militar no Golfo tem de ser submetida ao voto do Parlamento.

Caso Schröder seja reeleito chanceler federal nas eleições parlamentares de setembro, a questão do Iraque poderá se tornar um problema dentro da coalizão com os verdes. Na convenção nacional realizada no ano passado, logo após a decisão governamental de enviar soldados alemães para o Afeganistão, o Partido Verde excluiu de antemão a possibilidade de apoiar um envolvimento militar em operações contra o Iraque.

Procuram-se aliados

Antes de iniciar o ataque aéreo e terrestre planejado contra o Iraque, o governo em Washington terá que convencer não apenas possíveis aliados militares, mas também a população americana. As conseqüências de uma nova guerra do Golfo sobre a economia norte-americana certamente seriam bem maiores do que da última vez.

Há 11 anos, 80% dos custos da guerra no Golfo, calculados em 60 bilhões de dólares, foram pagos pelos aliados militares dos EUA. Considerando que os EUA teriam menos aliados numa nova ofensiva, a guerra teria que ser financiada em grande parte do bolso dos americanos. Além disso, o provável aumento do preço do petróleo, em caso de confronto militar, teria um forte impacto sobre a economia norte-americana.

Planos americanos

De acordo com um relato do New York Times, publicado na segunda-feira (29), aumenta o número de políticos norte-americanos que favorecem um ataque militar racionalizado contra o Iraque. Isso significa que as forças armadas bombardeariam inicialmente Bagdá e outros alvos estratégicos, para depois tentar minar as estruturas militares iraquianas, através de um contingente reduzido de tropas terrestres. A meta é enfraquecer a posição de Saddam Hussein e esperar que seu regime entre em colapso.

Ao contrário dos planos anunciados até agora, que previam uma invasão por terra com tropas de até 250 mil soldados, esta nova versão tem a vantagem estratégica de não depender das bases militares de outros países do Golfo. Além disso, a nova estratégia possibilitaria uma retirada rápida das tropas do território iraquiano, após o possível abalo das estruturas militares de Saddam Hussein.