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Alemanha

Apoio a Schröder, após ameaça de renúncia

O chanceler federal alemão Gerhard Schröder recebeu amplo apoio do diretório nacional do Partido Social Democrático para o seu projeto de reformas sociais – a chamada Agenda 2010.

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Gerhard Schröder declarou-se satisfeito com o apoio do seu partido

Para o chanceler alemão e presidente do Partido Social Democrático, o resultado da votação foi plenamente satisfatório. Na reunião da diretoria do SPD, realizada em Berlim nesta segunda-feira (28/4), o texto do projeto de reformas a ser submetido à convenção extraordinária do partido, em 1º de junho próximo, recebeu a aprovação de 28 membros do diretório, contra apenas 4 votos contrários e 4 abstenções.

Gerhard Schröder declarou a decisão como uma "boa base", a partir da qual ele pretende levar a convenção partidária a respaldar a política de reformas sociais do seu governo. Apesar disto, inúmeros pontos de crítica da ala esquerda do SPD ainda permanecem sem um consenso e deverão ser analisados e reformulados por cinco comissões constituídas especialmente para este fim.

Ameaça de renúncia

Pouco antes da reunião do diretório nacional do SPD, com participação da liderança da bancada social-democrática no Parlamento, o chanceler ameaçara indiretamente com a sua renúncia, caso o partido não se mostrasse disposto a aceitar o seu projeto de reformas. "Quem quiser decidir de outra forma tem de ficar sabendo que está liquidando as bases concretas do meu trabalho e me obrigando assim a assumir as conseqüências", afirmou Schröder.

Após a votação, o chefe de governo procurou deixar claro que as reformas não objetivam acabar com o Estado social, mas sim reajustar o sistema de forma a preservar sua substância. Ele admitiu fazer modificações moderadas em alguns pontos da Agenda 2010, o que deverá ser decidido no âmbito das cinco comissões. Fora disto, "não há motivo para pensar em alterações", concluiu o chanceler.

As comissões

A primeira das cinco comissões tratará de analisar até que ponto os municípios deverão ser beneficiados financeiramente pela poupança lograda através da fusão do auxílio-desemprego e do auxílio social. Isto visa atender a reivindicação de saneamento dos cofres públicos municipais, possibilitando maiores investimentos na infra-estrutura das cidades.

Uma comissão presidida pelo ministro da Economia, Wolfgang Clement, estudará uma forma de ajuda estatal para reintegrar os desempregados mais velhos ao mercado de trabalho. Além disto, foram criadas comissões para analisar as medidas a serem tomadas, caso o setor econômico não ofereça um número adequado de vagas para formação profissional dos jovens; para buscar soluções para as regiões carentes da infra-estrutura econômica no leste do país; assim como para tratar dos pormenores da reforma da previdência social.

Críticas continuam

Apesar da aprovação da Agenda 2010 pelo diretório nacional do SPD, as críticas da ala esquerda do partido e dos sindicatos prosseguem. Os quatro votos contrários foram dados por Andrea Nahles, Ulrich Maurer, Ursula Engelen-Kefer e Ottmar Schreiner, todos eles expoentes do grupo de esquerda ou da ala sindicalista do SPD. Ursula Engelen-Kefer é até mesmo vice-presidente da poderosa DGB – Confederação Sindical Alemã. Entre as quatro abstenções, estava também a da ex-ministra da Justiça, Herta Däubler-Gmelin.

Segundo Ulrich Maurer, a aprovação da proposta de Gerhard Schröder pelo diretório nacional do SPD não significa que já esteja definida previamente a posição da convenção extraordinária de 1º de junho. Inúmeros pontos da reforma serão decididos de maneira independente pelos representantes da base partidária, afirma Maurer. Ele acredita que ainda poderá haver grandes surpresas.

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