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Ciência e Saúde

Apesar de desligar reatores, Alemanha exporta mais energia do que importa

Enquanto avança nos planos de fechar centrais nucleares, país investe em fontes renováveis e eleva em quase quatro vezes saldo positivo entre compra e venda de energia. Mudança, porém, já pesa no bolso do cidadão.

Die Sonne geht in der Naehe von Alfhausen im Landkreis Osnabrueck hinter einer Starkstromleitung unter (Foto vom 28.03.12). Spitzenverbände der Wirtschaft und Wirtschaftsforschungsinstitute sind unzufrieden mit der Umsetzung der Energiewende in Deutschland. Auch der Vorsitzende des Sachverstaendigenrates zur Begutachtung der gesamtwirtschaftlichen Entwicklung warf der Bundesregierung am Freitag Versaeumnisse vor. (zu dapd-Text) Foto: Jens Schlueter/dapd

Symbolbild Energiewende

A decisão do governo alemão de fechar, aos poucos, suas usinas nucleares – tomada após o acidente de Fukushima, em março de 2011 – não atrapalhou a produção de eletricidade no país. Pelo contrário. Com investimentos em fontes de captação renováveis e leis de apoio ao setor, a balança de energia importada e exportada teve saldo positivo de 22,8 TWh (terawatts-hora) no ano passado, quase quatro vezes maior que os 6 TWh registrados em 2011 e o equivalente a 1,4 bilhão de euros para os cofres alemães.

Nos últimos dois anos, a Alemanha desligou oito dos 22 reatores nucleares que possui – os demais deverão ser desativados até 2022. Mesmo assim, os níveis gerais de produção de eletricidade foram mantidos. No ano passado, a quantidade de energia renovável gerada cresceu 23% em comparação com 2011. Só a partir dos cerca de 1,3 milhão de sistemas fotovoltaicos espalhados pelo país, foi gerada energia elétrica para 8 milhões de casas em 2012.

Segundo Associação da Indústria Solar Alemã produção de energia elétrica através das placas fotovoltaicas aumenta 45% em 2012.

Segundo Associação da Indústria Solar Alemã produção de energia elétrica através das placas fotovoltaicas aumenta 45% em 2012.

Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira (02/04) pelo Escritório Federal de Estatísticas alemão, o país exportou 66,6 TWh (1TWh equivale a 1 bilhão de quilowatts-hora) e importou 43,8 TWh no ano passado, a maior diferença desde 2008, quando houve um saldo positivo de 22,9 TWh. 

Entre os principais consumidores da energia alemã estão Holanda, Áustria e Suíça, que juntos correspondem a mais de 50% das exportações. Já os principais exportadores de energia para a Alemanha são Franca, Dinamarca e República Tcheca.

Apesar dos números positivos, a Alemanha ainda enfrenta dificuldades para mudar a matriz energética. No inverno, a oferta de energias alternativas diminui, e o país fica mais dependente da produção de eletricidade a base de gás e carvão, ambos prejudiciais ao meio ambiente. Além disso, as tecnologias para armazenamento de energia renovável ainda são incipientes.

Decidir mudar a matriz energética do país, além disso, vem pesando no bolso do consumidor. Desde o começo de 2013, a energia está mais cara para os alemães. O preço de cada quilowatt-hora aumentou 47%. Ao considerar o orçamento de uma família de três pessoas, a energia elétrica custará, em média, cerca de 185 euros a mais por ano.

FA/ ap/ afp/ rtr

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