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Alemanha

Apenas uma experiência...

Cientistas da Baviera degustam o primeiro vinho modificado geneticamente produzido na região da Francônia. Eles afirmam que a experiência é de mero caráter científico e não visa a comercialização do produto.

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Engenharia genética, o futuro do vinho alemão?

Em 1999, quando o Instituto Robert Koch autorizou os primeiros experimentos genéticos em videiras da Alemanha, as críticas foram enormes. Passados quatro anos, os primeiros litros do vinho transgênico ficaram prontos, trazendo o assunto novamente à tona na Alemanha.

Desenvolvido estritamente para fins de pesquisa, conforme afirmação dos cientistas, o vinho transgênico está passando agora pela fase de degustação. "O objetivo do projeto é, em primeiro lugar, aperfeiçoar a resistência das videiras contra fungos", esclareceu Angelika Schartl, que coordena o experimento realizado em Veitshöchheim, região da Francônia, norte da Baviera, onde foram produzidas 50 garrafas da bebida.

A finalidade é reduzir o uso de fungicidas. Para tanto, os cientistas implantaram dois genes de cevada nas cepas. Na cidade de Siebeldingen, no estado da Renânia-Palatinado, o Instituto Geilweilerhof, especializado em viticultura, também realizou experimentos em videiras de castas Riesling, Dornfelder e Seyval blank.

"Nossa meta é descobrir como a planta reage à mudança genética na fase de repouso", explicou Reinhard Töpfer, diretor do Instituto Geilweilerhof, lembrando que a pesquisa não pretende atender a interesses comerciais.

Os cientistas se esforçam em desmentir qualquer especulação sobre a possibilidade de a pesquisa visar a comercialização do vinho genético. "Trata-se de um projeto científico que tem por objetivo colher informações sobre plantas transgênicas em solo livre e não conquistar o mercado de vinho", frisou Schartl.

Projeto de moral duvidosa?

Desde a época em que os experimentos foram autorizados, ecologistas e viticultores ligados ao cultivo orgânico das videiras foram contrários à pesquisa. Eles temem riscos incalculáveis que o vinho transgênico possa acarretar. A Liga de Proteção à Natureza classificou a pesquisa de "uma afronta à viticultura da Francônia".

"Este projeto é de moral duvidosa. E este é apenas o começo", avaliou Johann Schnell, da Associação Ecovin, de viticultores que praticam o plantio orgânico. Schnell disse ainda que o cultivo tradicional de videiras já conseguiu solucionar, com sucesso, o problema com os fungos, desenvolvendo plantas resistentes.

Schartl, por sua vez, não vê qualquer paradoxo entre a pesquisa e os princípios ecológicos. "Ecologia e tecnologia genética são duas coisas que não se contradizem. Nós também cuidamos da proteção ambiental quando colocamos no mercado plantas resistentes aos fungos", resumiu a bióloga.

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