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Alemanha

Apenas 1,5 mil protestam contra islamização em Leipzig

Organizadores da marcha Legida, braço do Pegida, de Dresden, esperavam uma participação de algo entre 15 mil e 20 mil pessoas. Número de manifestantes contrários ao movimento também foi menor que o previsto – 5 mil.

A terceira marcha dos manifestantes do Legida – versão da cidade de Leipzig para movimento Pegida ("Europeus patriotas contra a islamização do Ocidente", em alemão), de Dresden – reuniu um número bastante reduzido de participantes. Cerca de apenas 1,5 mil pessoas foram às ruas cidade protestar.

Entre 15 mil e 20 mil haviam confirmado participação. No último encontro, no dia 21 deste mês, o encontro reuniu 10 mil participantes.

Dois mil policiais foram destacados para garantir a segurança ao longo da marcha, mas não houve confrontos. O clima, porém, ficou tenso em alguns trechos, segundo um porta-voz da polícia, especialmente quando integrantes do Legida tentaram provocar manifestantes contrários ao movimento e quebrar o cordão de isolamento feito pelos policiais.

O número de manifestantes contrários ao Legida – visivelmente maior do que os que aderiram aos protestos contra a "islamização" do Ocidente, chegando a cerca de 5 mil – também foi menor do que na semana anterior, que contou com 20 mil adeptos.

O Legida é tido como uma versão mais radical do que o Pegida original. Há muitos neonazistas entre os participantes. Originalmente, a marcha deveria ter ocorrido na quarta-feira passada, mas foi transferida para esta sexta-feira. Observadores não veem na medida um mero acaso: no dia 30 de janeiro de 1933 os nazistas assumiram o poder na Alemanha.

Há ainda receios de que, após o racha na liderança do Pegida, o movimento em Leipzig acabe atraindo integrantes de extrema direita.

Nesta semana, a porta-voz do Pegida, Kathrin Oertel, e mais quatro membros da organização entregaram seus cargos. Segundo a revista Stern, o motivo para as renúncias seriam divergências sobre o papel que o fundador Lutz Bachmann continuaria desempenhando no Pegida. Avalia-se que as brigas internas poderão ameaçar continuidade do movimento.

Apesar de ter apresentado sua renúncia à presidência na semana passada, Bachmann ainda estaria ativo dentro do grupo, além de continuar como membro. Ele abriu mão da liderança depois de a imprensa alemã divulgar uma foto dele imitando Adolf Hitler, além de declarações xenófobas publicadas em sua página no Facebook.

MSB/dpa/afp

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