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Economia

Apagão, (talvez) jamais!

Políticos e empresários alemães tiram duas conclusões básicas do blecaute nos EUA: para alguns, isso nunca ocorrerá na Europa, para outros foi uma advertência sobre os perigos da liberalização da energia.

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O blecaute de Nova York poderá se repetir na Alemanha?

Dois bons motivos porque os alemães não precisam temer um colapso de energia elétrica como o que recentemente tomou de surpresa os Estados Unidos: em primeiro lugar, a rede elétrica nacional seria bem menos ampla do que a norte-americana, e portanto de mais fácil controle. Além disso, a Alemanha é líder mundial no tocante a técnica e prevenção.

A estes argumentos lógicos, Utz Claassen, presidente da companhia de energia EnBW, do estado de Baden-Württemberg, acrescentou um de cunho histórico: no país jamais houve uma queda de energia que durasse tanto ou que extrapolasse as fronteiras estaduais. “Por isso estamos plenamente seguros que algo assim não acontecerá aqui”, tranqüilizou Claassen.

A opinião é partilhada pela Schleswag, de Schleswig-Holstein: uma falha ou acidente em determinada usina não poderia paralisar toda uma região. Em entrevista à Deutschlandradio, o presidente do conglomerado E.ON, Wulf Bernotat, lembrou ainda que o abastecimento elétrico nacional está conectado a uma rede transeuropéia de alta tensão. Assim, no caso de queda local, uma usina alternativa é imediatamente ativada.

Lucro às custas da manutenção

Essa atitude de confiança é sustentada pelo governo alemão. Para o Ministério da Economia, o apagão dos EUA mostra sobretudo a importância de um abastecimento estável de energia. E este será mantido no futuro apesar da liberalização do setor. Um dos motivos para a recente catástrofe seria a abertura precipitada do mercado de energia dos Estados Unidos, ressaltou Bernotat. A pressão da concorrência fez que os fornecedores parassem de investir nas redes, com conseqüências fatais para a segurança.

Já os políticos do Partido Verde não estão tão certos assim de que a Alemanha esteja a salvo de qualquer risco. Antes de tudo, exigem que os fornecedores de energia particulares se comprometam a manter a qualidade da infra-estrutura pública. Segundo o deputado Reinhard Loske, há também na Alemanha a tendência “de só pensar no dinheiro rápido, negligenciando a rede elétrica”. As condições no país estão longe de ser comparáveis às norte-americanas, “mas é assim mesmo que as coisas devem permanecer”.

Racionalizando o consumo

Segundo a Agência Alemã de Energia (DENA), uma outra característica do mercado privatizado é a eliminação de excedentes de produção. Estes ainda existem na Europa, graças aos 50 anos de monopólio do setor. Contudo, se as estruturas de distribuição se modificarem, podem faltar reservas para situações extraordinárias, como por exemplo uma onda prolongada de calor.

Embora também não vendo perigo agudo, já que “a Alemanha produz mais energia do que precisa”, o ministro do Meio Ambiente, Jürgen Trittin ressalva que não existe garantia de abastecimento para uma demanda ilimitada. “Temos também que aprender a poupar energia”, advertiu o ministro, “É melhor cuidar do isolamento térmico das casas do que ligar o ar refrigerado ou calefação durante todo o verão e inverno”.

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