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Eleição na Alemanha

Após "sim" social-democrata, rivais negociam aliança do novo governo alemão

Maior partido da oposição se encaminha para fechar acordo com democrata-cristãos, liderados por Merkel. Entre os obstáculos, estão projetos como a regulamentação da dupla cidadania e um salário mínimo fixado por lei.

Cerca de 85% dos delegados do Partido Social-Democrata (SPD) reunidos numa pequena convenção em Berlim votaram neste domingo (20/10) a favor de negociações de coalizão com os democrata-cristãos da chanceler federal Angela Merkel. Dos 229 delegados, 31 foram ​​contra e dois se abstiveram. A principal força de oposição na Alemanha se encaminha para as conversações com a União Democrata Cristã (CDU) de Merkel e sua aliada bávara, a União Social Cristã (CSU), levando um chamado "plano de dez pontos". O papel lista uma dezena de propostas das quais os social-democratas não querem abrir mão.

No alto dessa lista de prioridades do SPD está a introdução de um salário mínimo estipulado por lei e de validade nacional no valor de 8,50 euros por hora. Os conservadores de CDU e CSU já insinuaram estar dispostos a ceder neste ponto durante as conversações de sondagem encerradas na quinta-feira. Entretanto, sob condição de que a criação de um salário mínimo nacional não leve a uma "redução massiva de postos de trabalho". Em contrapartida, o SPD renuncia ao aumento da alíquota máxima do imposto de renda para pessoa física, dos atuais 45% para 49%. Os democrata-cristãos descartaram categoricamente durante a campanha eleitoral qualquer aumento de impostos.

Confiança no sucesso

No entanto, os conservadores enviam sinais de estarem dispostos a um consenso. O secretário-geral da CDU, Hermann Grohe, ressaltou, em entrevista à agência de notícias DPA, ter certeza ser possível chegar a "acordos justos", sublinhando que as bases para um programa de governo comum devem ser o "reforço do poder econômico do país e a garantia de boas oportunidades de emprego".

SPD-Konvent Sigmar Gabriel

Sigmar Gabriel acredita que conversas serão bem-sucedidas

O presidente do SPD, Sigmar Gabriel, também se mostrou confiante de que as negociações de coalizão serão bem-sucedidas. "Quando as começamos, é preciso ter como meta um final bem-sucedido", afirmou, reconhecendo, porém, ser possível um fracasso, caso apareçam "diferenças irreconciliáveis" durante o processo.

Outros pontos de atrito nas negociações de coalizão podem ser as numerosas questões sócio-políticas. O SPD é a favor, ao contrário dos conservadores, da plena igualdade de direitos entre casais homossexuais e heterossexuais, da permissão à dupla cidadania e é contra o chamado Betreuungsgeld, um apoio financeiro recentemente criado, destinado a pais que abrem mão de educar numa creche pública seus filhos de até três anos.

Acordo será submetido aos 470 mil membros do SPD

Caso social-democratas e conservadores encontrem um acordo para todas as questões em que divergem, esta seria a terceira vez na história que a Alemanha é governada pela chamada "grande coalizão", aliança entre os dois maiores partidos do país. A estreia ocorreu entre 1966 e 1969. A segunda edição do pacto foi entre 2005 e 2009, sob a chanceler Angela Merkel.

Mas, desta vez, a última palavra sobre a formação de uma coalizão será dada pela base social-democrata. Após o fim das negociações, os cerca de 470 mil membros do SPD serão convocados a votar a favor ou contra o acordo de coalizão. Gabriel prometeu que a votação será "vinculativa". "Com isso, criamos um novo padrão político, exemplar também para outros partidos", ressaltou o líder da oposição. Ele espera que o novo governo já esteja empossado no Natal.

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