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Copa do Mundo

Após nova mordida, Suárez corre risco de enfrentar dura punição da Fifa

Pela terceira vez em sua carreira, atacante uruguaio ataca com os dentes um adversário em campo. Última vítima foi o zagueiro italiano Giorgio Chiellini, que se indigna e cobra que "El Pistolero" seja supenso.

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O zagueiro italiano Giorgrio Chiellini mostra ao árbitro Marco Rodríguez a marca da mordida de Luis Suárez

A classificação da seleção uruguaia às oitavas de final, após a brigada vitória por 1 a 0 contra a Itália, nesta terça-feira (24/06), em Natal, foi ofuscada por mais um lance de total destempero do atacante Luis Suárez. Genial com a bola e responsável pela importante vitória contra a Inglaterra na segunda partida pelo Grupo D, o atacante não foi tão participativo contra os italianos e chamou mais a atenção por uma mordida no ombro do zagueiro Giorgio Chiellini.

"Suárez é uma cobra e não será punido porque a Fifa quer que suas estrelas joguem a Copa do Mundo. Adoraria vê-los [Fifa] terem coragem e usarem as imagens como evidência contra ele. O árbitro viu a marca da mordida, mas não fez nada", disse, indignado, Chiellini após a partida.

Esta não é a primeira vez que o uruguaio crava os dentes em um adversário. Em 2010, "El Pistolero" ainda atuava pelo Ajax Amsterdam, da Holanda, e, no clássico contra o arquirrival PSV Eindhoven, mordeu o zagueiro Otmar Bakkal.

A atitude lhe rendeu o apelido de "canibal do Ajax" e uma suspensão de sete jogos no Campeonato Holandês. "Sei que me equivoquei naquele momento em que tive aquela reação, que não é boa para a imagem do meu clube, visto que ainda sou o capitão do time. Respeito minha suspensão e confirmo que o erro foi totalmente meu", afirmou Suárez na época.

Na temporada seguinte, o atacante se transferiu para o Liverpool e continuou acumulando polêmicas e longas suspensões. Praticamente um ano após a dentada em Bakkal, Suárez causou grande indignação na Inglaterra depois de insultar o lateral-direito Patrice Evra, do Manchester United, com termos racistas.

A audiência na Federação Inglesa (FA) durou sete dias, e rendeu uma suspensão de oito jogos mais uma multa de 40 mil libras (150 mil reais) ao atleta. No documento final do veredicto, a federação afirmou que Suárez disse a palavra "negro" cinco vezes, além de ter se direcionado a Evra com frases do tipo "não falo com pretos" e "porque você é preto". O atacante uruguaio afirma até hoje que não é racista e que usou o termo "negro" uma única vez contra Evra e justificou que o termo é usado como apelido para pessoas de pele mais escura no Uruguai.

Já em abril de 2013, quando o caso do racismo estava quase esquecido, Suárez tratou de novamente abrir a boca de maneira imprópria em um campo de futebol. A vítima da vez: o zagueiro sérvio Branislav Ivanovic, do Chelsea. A arma? Os dentes. A suspensão desta vez foi estabelecida em dez partidas. Mais uma vez, Suárez reconheceu o erro e admitiu a punição.

Em todos os casos, assim como o ocorrido na Arena das Dunas, Suárez não recebeu cartão e foi suspenso apenas posteriormente, após as imagens da televisão serem analisadas. Caso a Fifa adote postura similar às das federações inglesa e holandesa, o atacante uruguaio pode sofrer dura punição. Em casos semelhantes, como a cotovelada do brasileiro Leonardo em Tab Ramos, dos Estados Unidos, a Fifa excluiu o atleta da Copa. Já Zinedine Zidane, após pisão em um adversário da Arábia Saudita, recebeu um gancho de três partidas.

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