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Mundo

Após evacuarem prefeitura de Kiev, manifestantes dão ultimato a governo

Governo da Ucrânia solta manifestantes detidos durante meses de protestos na capital do país e opositores esvaziam prédios públicos. Agora, eles exigem a anistia dos militantes com processos na Justiça.

Após dois meses de ocupação, manifestantes evacuaram na manhã deste domingo (16/02) a sede da prefeitura de Kiev. O edifício esteve nos centro dos protestos contra o regime do presidente Viktor Yanukovytch, que já duram meses, na capital ucraniana.

A liberação do prédio ocorreu após as autoridades soltarem, na sexta-feira passada, 234 pessoas que haviam sido detidas durante protestos na capital. Após a ocupação em dezembro, o edifício, no centro de Kiev, tornou-se a sede do movimento contra o governo.

Outros edifícios da administração pública ainda estão sob poder dos manifestantes, além da Praça da Independência, que se tornou uma verdadeira "cidade de tendas" cercadas por todos os lados pelas forças de segurança do governo.

A condição imposta pelas autoridades para a liberação dos manifestantes detidos era que todos os edifícios públicos ocupados deveriam ser imediatamente evacuados. O Ministério do Interior afirmou que prédios tomados por manifestantes em outras quatro cidades já haviam sido esvaziados.

Ultimato às autoridades

A iniciativa de evacuar a prefeitura de Kiev foi tomada pelos manifestantes poucas horas antes da realização de novos protestos em massa na Praça da Independência, no centro da capital ucraniana. Pouco após a evacuação, centenas de manifestantes lançaram um ultimato às autoridades, exigindo a anistia de seus colegas ativistas.

"Se não anunciarem imediatamente a anistia completa e incondicional [dos manifestantes], iremos retomar a prefeitura", ameaçou Andriy Illenko, do partido de oposição Svoboda (Liberdade).

"Esse ultimato expira em poucas horas", alertou, enquanto cerca de 150 manifestantes se reuniam em frente à prefeitura. Alguns usavam capacetes, uniformes militares e portavam cassetetes de metal.

Demonstranten räumen das Rathaus von Kiew

Após evacuação, ativistas se concentram em frente ao edifício da prefeitura de Kiev

Pressão sobre o governo

As manifestações começaram em novembro, após Yanukovytch suspender a assinatura de um acordo de associação com a União Europeia, o que representaria uma etapa importante no processo de entrada do país no bloco europeu.

A recusa do presidente em assinar o acordo teria sido em favor do reforço dos laços econômicos do país com a Rússia. Em dezembro, Moscou assegurou um empréstimo de quase 11 bilhões de euros à Ucrânia e reduziu o preço do fornecimento de gás ao país.

Com a intensificação da repressão violenta aos protestos, a pressão sobre o governo aumentou. O parlamento repeliu por ampla maioria uma legislação antiprotestos e o presidente demitiu parte de seu gabinete, oferecendo posições no governo aos líderes da oposição, que recusaram a oferta.

Neste domingo, a alta representante da UE para Política Externa, Catherine Ashton, exaltou a libertação dos manifestantes, mas ressaltou que o governo deve manter sua palavra e remover os processos judiciais. "Espero que tais atitudes sejam tomadas sem atrasos, de modo a facilitar o diálogo político", afirmou.

Os opositores do regime afirmam que não irão abandonar suas posições até que o presidente renuncie.

RC/dpa/afp

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