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Economia

Após dias de negociação, Rússia rejeita ajudar Chipre

Moscou diz que condições oferecidas em troca pelos cipriotas não eram atraentes e aprofunda drama da ilha mediterrânea. Em tom firme, Merkel pede ao Chipre que não teste a paciência da troica.

A Rússia declarou nesta sexta-feira (22/03) que não chegou a um acordo para a concessão de assistência financeira ao Chipre. Segundo o ministro das Finanças russo, Anton Siluanow, os investidores de seu país analisaram as ofertas cipriotas de investimentos nos setores energético e bancário e não demonstraram qualquer interesse.

Siluanow disse que a Rússia aguarda, agora, uma decisão dos fundos internacionais para decidir sobre a sua participação na reestruturação da dívida do Chipre. Desde quarta-feira, o ministro das Finanças do Chipre, Michalis Sarris, estava em Moscou negociando com as autoridades russas. Ele deixou o país na manhã desta sexta-feira.

Com a resposta negativa da Rússia, ficam ainda mais reduzidas as possibilidades de o Chipre recusar as exigências feitas pela União Europeia (UE), o Banco Central Europeu (BCE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) para a concessão de um resgate financeiro. Em sua primeira intervenção direta sobre o caso, a chanceler federal alemã, Angela Merkel, alertou o governo cipriota que não ponha à prova a paciência da troica.

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Bancos devem reabrir na terça-feira

Nesta sexta-feira, o Parlamento do Chipre deve decidir sobre o "plano B" para impedir a falência estatal. A votação deveria acontecer na quinta-feira à noite, mas foi mais uma vez adiada. Em Nicósia, é esperado que os parlamentares aprovem um "fundo de solidariedade nacional", por meio do qual o governo arrecadaria 5,8 bilhões de euros.

O fundo seria preenchido com capital da Igreja, planos de aposentadoria e outras instituições e emitiria títulos do governo. O Banco Central cipriota contribuiria para esse fundo com suas reservas de ouro. A contribuição de 5,8 bilhões de euros por parte dos cipriotas é uma das condições para que a União Europeia libere um empréstimo de 10 bilhões de euros.

O BCE está pressionando o governo a encontrar logo uma alternativa – na quinta-feira, estabeleceu o dia 25 de março como ultimato. Caso contrário, suspenderá a assistência emergencial de liquidez aos bancos cipriotas.

CN/rtr/dpa/afp/ap

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