Após críticas, governo decide recriar Ministério da Cultura | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 21.05.2016
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Brasil

Após críticas, governo decide recriar Ministério da Cultura

Em nota, ministro da Educação, Mendonça Filho, diz que recriação da pasta é forma de "serenar os ânimos". Marcelo Calero, que seria secretário da Cultura, subordinado ao MEC, assume como ministro na terça-feira.

O presidente interino Michel Temer decidiu recriar o Ministério da Cultura, anunciou neste sábado (21/05) o ministro da Educação, Mendonça Filho. A decisão foi tomada depois de uma série de críticas de diversos setores e da classe artística.

Marcelo Calero, que tinha sido escolhido para chefiar a secretaria de Cultura que ficaria vinculada ao MEC, vai assumir como ministro na terça-feira, após a publicação da medida provisória que recriar a pasta no Diário Oficial da União de segunda.

"É um gesto no sentido de serenar os ânimos e focar no objetivo maior: a cultura brasileira", disse Mendonça em nota publicada pelo MEC no Facebook. "Com Marcelo Calero, vamos trabalhar em parceria para potencializar os projetos e ações entre a educação e a cultura".

Calero, de 33 anos, chefiava a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro desde 2015. O diplomata ingressou no Itamaraty em 2007.

A extinção do Ministério da Cultura (MinC), anunciada por Temer após o afastamento da presidente Dilma Rousseff, foi intensamente criticada. Nesta semana, manifestantes contrários à decisão do novo governo ocuparam prédios públicos de unidades ligadas ao MinC em protesto em ao menos 18 estados. Cineastas brasileiros também criticaram a decisão em declarações no Festival de Cannes, na França.

KG/ABr/ots

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