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Mundo

Após atentado, governo da Tunísia demite chefes de polícia

Entre os exonerados estão o diretor de segurança turística e chefe de polícia do distrito de Túnis. Demissões ocorrem após primeiro-ministro apontar problemas de segurança na área do museu que foi alvo de terroristas.

O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, demitiu seis chefes de polícia nesta segunda-feira (23/03), cinco dias após um atentado terrorista ao Museu Nacional do Bardo, em Túnis, ter deixado mais de 20 mortos – a maioria turistas estrangeiros. Apesar do clima de tensão na capital tunisiana, as autoridades planejam reabrir as portas do museu nesta terça-feira.

Entre os exonerados estão o diretor de segurança turística, o chefe de polícia do distrito de Túnis e um chefe de segurança do museu. De acordo com o porta-voz do governo, as demissões foram anunciadas após uma visita de Essid, que constatou problemas de segurança na área do atentado. O presidente Beji Caid Essebsi também já havia apontado falhas de segurança na semana passada, logo após o ataque, reivindicado pelo grupo extremista "Estado Islâmico" (EI).

Na manhã da última quarta-feira, homens armados abriram fogo contra turistas que desciam de ônibus em frente ao museu, que fica ao lado do Parlamento da Tunísia. Os criminosos entraram no prédio em seguida, aparentemente sem qualquer impedimento, e continuaram atirando contra visitantes. Dois atiradores morreram e um teria conseguido fugir.

Tunesien Tunis Terroranschlag Bardo Museum Screenshot Überwachungskamera

Imagens do circuito interno do museu mostram atiradores entrando no prédio no momento do atentado

O Ministério do Interior publicou na página do órgão no Facebook fotos do terceiro homem identificado como suspeito de participar da coordenação do ataque. A polícia já identificou os dois atiradores mortos pela polícia como tunisianos que participaram de treinamento na Líbia, onde vários grupos armados têm jurado fidelidade aos jihadistas do EI.

O governo da Tunísia também tem lutado contra extremistas aliados à Al Qaeda nas montanhas no oeste do país, perto da Argélia. Um agente de defesa tunisiano disse que, neste domingo, um soldado foi morto e outros três ficaram feridos ao passarem de carro sobre uma mina naquela região, conhecido refúgio de radicais islâmicos ligados à Al Qaeda.

O ataque ao Museu Nacional do Bardo é considerado o maior ocorrido no país desde 2002, quando um atentado perpetrado por um homem-bomba da Al Qaeda matou 21 turistas estrangeiros numa sinagoga da ilha turística de Djerba. Este também é o episódio de maior violência na Tunísia desde os levantes que derrubaram o ditador Zine el-Abidine Ben Ali, em 2011.

MSB/rtr/dpa/ap

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