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Mundo

Após ataque, Turquia reage ao terrorismo

Em resposta a atentado em Ancara que deixou 37 mortos, governo detém 53 pessoas e realiza ataques aéreos contra o PKK no norte do Iraque. Governo atribui autoria do ataque ao grupo.

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Explosão deixou 37 mortos e mais de 125 feridos em Ancara

Após o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, ter prometido uma reação a um atentado à bomba em Ancara que deixou 37 mortos e mais de 125 feridos, a Turquia realizou nesta segunda-feira (14/03) ataques aéreos a bases do banido Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) no norte do Iraque.

De acordo com a agência de notícias estatal Anadolu, caças turcos atacaram 18 alvos do PKK, incluindo os Montes Qandil, onde a liderança do grupo está baseada. Depósitos de munições, bunkers e abrigos também foram atingidos.

Em Adana, no sul do país, a polícia deteve 38 supostos rebeldes do PKK suspeitos de envolvimento no ataque deste domingo, além de outros 15 em Istambul. No atentado, um automóvel carregado de explosivos explodiu na principal avenida de Ancara, a Ataturk Bulvari, perto da praça de Kizilay, um importante polo de transporte urbano.

O carro-bomba estava estacionado perto de um ponto de ônibus, próximo a um parque. A explosão, que pôde ser ouvida a vários quilômetros de distância, gerou uma chuva de detritos sobre a área atingida, localizada a poucas centenas de metros dos Ministérios da Justiça e do Interior e do escritório do primeiro-ministro. O governo atribuiu a autoria dos ataques ao PKK.

Mulher-bomba

Evidências no local do ataque indicam que uma mulher está entre as duas pessoas que perpetraram o ataque suicida. Ela teria entrado no PKK em 2013. Segundo autoridades, a jovem nasceu em 1992 na cidade de Kars, no nordeste da Turquia.

Os explosivos usados no ataque seriam do mesmo tipo dos utilizados no

atentado contra um comboio militar

em Ancara, no dia 17 de fevereiro, que deixou 29 mortos, a maioria soldados. A bomba havia sido preenchida com pellets e agulhas para causar destruição máxima. A autoria desse atentado foi reivindicada pelo grupo guerrilheiro Falcões da Liberdade do Curdistão (TAK), uma dissidência mais radical do PKK.

Nenhum grupo assumiu a autoria do ataque deste domingo. Em reação ao atentado, Erdogan declarou guerra ao terrorismo. Ele ressaltou que a determinação nessa luta não diminuirá e disse que fará "o terrorismo se ajoelhar".

A Turquia tem sido alvo de uma série de ataques terroristas no último ano, atribuídos, não somente ao PKK, mas também ao grupo extremista "Estado Islâmico" (EI). Pelos menos quatro atentados à bomba foram praticados pelo EI no país desde junho de 2015, incluindo o ataque suicida que matou dez turistas alemães em Istambul, em janeiro deste ano.

Já o PKK costuma atacar forças segurança e afirma não ter alvos civis. Se comprovada a autoria dos insurgentes no ataque de domingo, isso poderia indicar uma mudança de tática da organização.

O aumento dos ataques na Turquia causou preocupação entre seus aliados na Otan, que veem a estabilidade no país como fundamental para conter a violência nos vizinhos Síria e Iraque.

CN/rtr/ap/afp/lusa

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