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Mundo

Após ataque na Califórnia, Obama defende controle de armas

Em pronunciamento, presidente dos EUA afirma que todos os americanos têm um papel a desempenhar para evitar tragédias como a de San Bernardino. Polícia investiga motivação de atiradores e não descarta terrorismo.

Um dia após o pior ataque com armas nos Estados Unidos dos últimos três anos, o presidente americano, Barack Obama, voltou a pedir nesta quinta-feira (03/12) por uma legislação mais rígida sobre o controle de armas. As autoridades ainda não determinaram o motivo do tiroteio desta quarta-feira, num centro de assistência a portadores de deficiência, em San Bernardino, na Califórnia, afirmou o presidente.

"Vemos a prevalência desse tipo de tiroteios em massa nesse país e acho que muitos americanos, às vezes, sentem que não há nada que possamos fazer", disse Obama, num pronunciamento televisivo. "Todos temos um papel a desempenhar" para evitar que assassinos potenciais obtenham armas, acrescentou o presidente.

"É importante para todos nós, incluindo nossos legisladores, ver o que podemos fazer para dificultar as coisas quando indivíduos decidem que querem fazer o mal, porque, no momento, é muito fácil", argumentou Obama ao defender a restrição ao acesso a armas.

No pior ataque com armas nos EUA desde 14 de dezembro de 201 quando um homem matou 26 pessoas numa escola em Newtown, dois atiradores fortemente armados invadiram nesta quarta-feira uma festa de fim de ano dos funcionários do departamento de saúde da cidade. O tiroteio no local deixou 14 mortos e 17 feridos.

Motivo desconhecido

Durante o pronunciamento, Obama disse que as autoridades continuam investigando o possível motivo para o ataque e afirmou que a possibilidade de terrorismo não foi descartada.

"Nessa fase, ainda não sabemos por que ocorreu esse acontecimento terrível. Sabemos que os dois indivíduos que foram mortos estavam equipados com armas e aparentemente tinham acesso a armas adicionais em suas casas", disse o presidente.

Os dois atiradores foram identificados como Syed Rizwan Farook, um cidadão americano de 28 anos, e sua esposa Tashfeen Malik, de 27 anos, nascida no Paquistão. O fato de Farook ser supostamente um muçulmano devoto alimentou especulações de que o ataque tenha tido motivações extremistas. O atirador era funcionário do departamento de saúde da cidade.

"É possível que tenha tido relação com terrorismo, mas não sabemos. Também é possível que tenha tido relação com o local de trabalho", disse Obama

Numa coletiva de imprensa, o chefe da polícia de San Bernardino, Jarrod Burguan, afirmou que o ataque foi planejado com antecedência e que o casal deixou vários explosivos que pareciam ser bombas caseiras no local do massacre.

"Eles vieram preparados para fazer o que fizeram, como se fosse uma missão", disse Burguan. Na casa dos atiradores, foram encontrados ainda mais de 3 mil cartuchos de munição e 12 bombas. O casal foi morto pela polícia cerca de quatro horas depois do ataque, numa caçada que terminou em cerco ao veículo e tiroteio.

O FBI assumiu a investigação e tenta descobrir o que levou o casal a deixar sua filha de seis meses de casa de parentes, pouco antes do crime, e perpetrar o ataque no auditório do centro de assistência a portadores de deficiência.

CN/ap/rtr/dw

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