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Economia

Após aprovar cortes, Grécia recebe sinal positivo da troica

Chefe do Eurogrupo vê relatório dos credores sobre os esforços gregos com otimismo, mas descarta decisão imediata sobre liberação de 31,5 bilhões de euros em ajuda a Atenas

Com o orçamento de 2013 aprovado e à espera do desbloqueio dos mais de 30 bilhões de euros em ajuda prometidos pelos parceiros europeus, a Grécia recebeu nesta segunda-feira (12/11) um sinal otimista por parte do chefe do Eurogrupo, Jean-Claude Juncker. O luxemburguês afirmou que o aguardado relatório da troica é positivo para Atenas e se disse impressionado com os esforços dos gregos para atender às exigências do bloco.

Fundamental para a liberação do dinheiro, o relatório da troica de credores, formada por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE), foi preparado para ser discutido no encontro desta segunda-feira do Eurogrupo em Bruxelas. O grupo, formado pelos ministros das Finanças da zona do euro, tem a tarefa de desbloquear a ajuda aos gregos, mas, antes mesmo da reunião, o próprio Juncker já descartava qualquer decisão imediata.

“O relatório da troica é basicamente positivo, porque os gregos realmente cumpriram”, disse Juncker, que também ocupa o cargo de premiê de Luxemburgo. “Estou impressionado com o desempenho da Grécia, que está no caminho para honrar seus compromissos, [mas] não haverá qualquer decisão hoje”.

Segundo ele, um novo encontro dos ministros das Finanças deve ser convocado para esta semana ou para a próxima com o objetivo de voltar a discutir a questão grega.

Griechenland Streikende vor dem Parlament in Athen

Gregos protestaram enquanto parlamento aprovava medidas de austeridade na noite deste domingo

Na madrugada de domingo para segunda-feira, a Grécia conseguiu aprovar, apesar da pressão popular, as contas para o ano que vem com os severos cortes exigidos pelos credores internacionais. Entre outras medidas de austeridade, o orçamento contempla redução nas pensões, no salário de funcionários públicos, e o aumento de impostos.

A nova parcela da ajuda está retida pela troica desde meados do ano, em grande parte devido às dificuldades da Grécia – que realizou duas eleições no intervalo de três meses – em adotar o rígido programa de austeridade imposto pelos credores. O país tem de reduzir sua dívida para 120% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, mas um relatório da semana passada da UE alertou que a cifra pode atingir 190% em 2014.

A questão em torno da avaliação da dívida grega, segundo funcionários de governos europeus, é justamente um dos elementos ainda em aberto do relatório. No momento em que houver acordo entre os ministros sobre esse ponto, o tema será remetido aos parlamentos dos países-membros para aprovação.

“É irreal esperar uma decisão hoje [segunda-feira], já que o Parlamento alemão precisa primeiro concordar”, diz Marianne Kothe, porta-voz do governo alemão.

Tempo extra

Um ponto sobre o qual parece haver acordo é sobre os prazos que serão dados aos gregos para organizar suas contas. Um esboço de um memorando da reunião de Bruxelas, obtido pela agência de notícias alemã DPA, pede que sejam concedidos mais dois anos para que a Grécia consiga sanar suas dívidas.

Segundo o texto, a menos que o ano de 2016 seja fixado como limite, Atenas precisaria de 20,7 bilhões de euros em cortes para o biênio 2013-2014, quase o dobro em relação ao inicialmente previsto.

O tempo extra permitiria à economia grega, que está perto de completer seis anos seguidos de recessão, a começar a crescer novamente para pagar os seus débitos. Ao mesmo tempo, no entanto, significaria mais ajuda da zona do euro à Grécia, que, estima-se, poderia chegar novamente à cifra de 30 bilhões de euros.

RPR/dpa/rtr
Revisão: Francis França

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