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América Latina

Após ameaças, jornalista que revelou morte de promotor deixa a Argentina

Damián Pachter foge para Israel e afirma que estava sendo vigiado por "agentes de inteligência" em Buenos Aires. Ele noticiou morte de Alberto Nisman, que acusou Kirchner de acobertar suspeitos de atentado.

O jornalista que revelou a morte do promotor Alberto Nisman, Damián Pachter, chegou a Israel neste domingo (25/01), após deixar a Argentina devido a ameaças.

"A Argentina se tornou um lugar obscuro, conduzido por um sistema político corrupto", afirmou o jornalista ao jornal diário israelense Haaretz, do qual era colaborador em Buenos Aires. "Agora estou seguro em Tel Aviv. Obrigado a todos. Falaremos em breve", escreveu no Twitter.

O repórter afirmou que estava sendo seguido por um "agente de inteligência" e que seus telefones estavam grampeados. Segundo ele, a decisão de deixar à Argentina foi tomada no sábado. "Eu não posso voltar para o país, pelo menos até o final deste governo", declarou ao jornal Clarín, pouco antes do início da viagem.

Na capital argentina, Pachter, que também tem cidadania israelense, trabalhava para o jornal Buenos Aires Herald. No fim da noite de 18 de janeiro, o jornalista havia revelado no Twitter a morte do promotor Alberto Nisman.

O promotor – que havia denunciado a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e outros políticos ligados ao governo por acobertar suspeitos iranianos de atentado – foi encontrado morto no banheiro do seu apartamento, em Buenos Aires. O corpo apresentava um ferimento de bala na cabeça, e ao lado do cadáver foi encontrada uma pistola calibre 22.

Segundo a promotora encarregada do caso, Viviana Fein, os investigadores estão aguardando o resultado de análises para verificar se a bala retirada do corpo do promotor foi disparada pela mesma arma encontrada no banheiro.

CN/dpa/afp

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