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Futurando!

Antártica: centro de pesquisas a céu aberto

Contribuindo para o equilíbrio ambiental do planeta, a Antártica exerce grande influência sobre a biodiversidade terrestre, servindo de base para pesquisadores de diferentes países, inclusive o Brasil.

O Futurando desta semana mostrou que a Antártica é um continente rico em biodiversidade, mas que ainda é considerado quase inacessível. O continente se estende por cerca de 14 milhões de quilômetros quadrados, é dono de 90% das reservas de gelo e 70% da água doce do planeta, bem como de recursos minerais e energéticos incalculáveis.

Esse potencial vem despertando o interesse de estudiosos de todo o mundo, o que intensificou os projetos de pesquisas sobre o derretimento acelerado da camada de gelo polar nos últimos anos. Segundo dados do IPCC (sigla em inglês para Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), o nível dos oceanos subiu cerca de 20 centímetros no século passado.

Aumento do nível do mar

Antarktis Treibeis Abendstimmung

Antártica possui 90% do gelo do planeta

Até 2100, os pesquisadores preveem um aumento do nível do mar entre 18 e 59 centímetros, em função do derretimento das plataformas de gelo. Os números revelam que esse é um dos aumentos mais rápidos já registrados no planeta.

Assim, a Antártica exerce um papel essencial nos ecossistemas terrestres e funciona como um centro de pesquisas a céu aberto. A principal função do continente é a de regulador térmico, controlando as circulações atmosféricas e oceânicas e influenciando no clima e nas condições de vida na Terra.

Com vista a permitir a liberdade de exploração científica do continente, 12 países concordaram, inicialmente, em ratificar o Tratado da Antártica. O documento, assinado em 1º de dezembro de 1959, estabelece a pesquisa científica, a cooperação internacional para esse fim e a utilização pacífica da Antártica. Hoje, são mais de 30 o número de países signatários.

Brasil na Antártica

Antarktis Eiswüste

Base de pesquisa francesa no território antártico

O documento também dita regras em relação à remoção e ao destino do lixo produzido no local. A lei diz que todo país deve se responsabilizar integralmente pelo correto armazenamento e transferência de qualquer resíduo no continente gelado.

Mais de 60 estações de pesquisa funcionam no território antártico. Elas estão localizadas principalmente na costa. Em 1984, o Brasil passou a ser um dos países a manter uma delas, com a implantação da EACF (Estação Antártica Comandante Ferraz) na Ilha Rei George, no arquipélago das Shetlands do Sul.

No local são realizadas pesquisas relacionadas ao impacto das mudanças ambientais na Antártica e suas consequências para as Américas, inclusive a Amazônia. Os estudos também ajudam na identificação de recursos econômicos vivos e não vivos da região e o levantamento das condições fisiográficas e ambientais do continente. No entanto, em fevereiro do ano passado, um incêndio causado por uma explosão na casa de máquinas provocou a destruição de 70% das instalações da base.

Nova base

Brasilianische Forschungsbasis abgebrannt

Base brasileira pegou fogo em fevereiro de 2012

Uma instalação temporária composta pelos chamados Módulos Antárticos Emergenciais contribuirá para o funcionamento das pesquisas que eram realizadas na estação. O complexo está localizado na área que atualmente é destinada ao pouso de helicópteros, longe da base que foi atingida pelo fogo. A distância entre as duas estruturas é necessária para que as novas instalações sejam reconstruídas sem problemas.

A estação provisória terá capacidade para receber cerca de 60 pessoas, entre cientistas e militares – quase o mesmo número comportado pela antiga base. Segundo a Marinha, a construção da base temporária deve ir até o fim de março deste ano.

A reconstrução de fato está prevista para ocorrer entre o verão de 2013/2014. O investimento será de R$ 100 milhões, verba que deve custear o prêmio ao escritório vencedor, o projeto e as despesas com o processo logístico.

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