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Cultura

Annett Louisan: ela só quer brincar

É Natal, hora de reciclar e, às vezes, destruir canções clássicas – Quatro CDs para os 80 anos de Hildegard Knef – O novo álbum de Annett Louisan, mais que uma lolita de plantão – Tom Albrecht lhe deseja um bom dia

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Annett: lolita de plantão

Então é Natal...

"Então é Natal, o que a gente fez? O ano termina e começa outra vez". Ahhh, quem se lembra desses singelos versos que a Simone – sim, aquela Simone – um dia ousou reunir em um disco de Natal. A maioria, espero, já deve ter se esforçado para apagar isso da memória. Mas por que estamos falando de Simone? Porque todo ano uma leva de artistas insistem em gravar um álbum com músicas de Natal. Na Alemanha, não é diferente.

Sarah Connor

Tanta neve e tão pouca roupa...

Sarah Connor – uma espécie de Britney Spears alemã, loira e corpulenta – é uma delas. Foi ela que fez a música-tema do filme de animação Robôs (Robots) na Alemanha e ofereceu a seu público um espetáculo tão entediante quanto ridículo ao transformar seu casamento com o cantor Marc Terenzi em série de TV.

Seu quinto álbum (quem achou que ela iria tão longe!) é um desses de canções natalinas. Chama-se Christmas in My Heart. Se puder escolher entre escutá-lo em família ou comer panetone com jiló, dê preferência ao segundo.

Outro que se deixou levar pelo charme da neve e pelas luzes de Natal foi Udo Jürgens. Todo alemão conhece Udo Jürgens. Ele é uma espécie de Roberto e Erasmo Carlos em um, símbolo sexual de uma geração, com pose de chanteur vestindo um terno branco em frente ao piano, coisa que não envelhece.

Udo Jürgens

Na Alemanha 'o rei' é outro!

Diz a voz da experiência: "Dá um trabalhão para gravar um disco que só se pode ouvir no máximo dois meses por ano". Então por quê? "Quando passei as férias de inverno no Tirol, o tempo estava muito ruim. Então passei horas sentado ao piano, olhando as montanhas cobertas de neve. E subitamente senti o cheiro dos biscoitos de Natal e vi as pessoas andando pelas ruas da cidade com pacotes de presente. A atmosfera natalina me contaminou." Deve ser isso...

A boa e velha Knef!

Hildegard Knef, ou Hildegarde Neff, como era conhecida nos EUA, foi uma das grandes damas do cinema alemão. Ela participou de clássicos como Os assassinos estão entre nós e A Pecadora, de 1950, no qual causou alvoroço com a primeira cena de nudez do cinema alemão. Mas também conquistoy Hollywood, onde conheceu Marlene Dietrich e contracenou com grandes como, por exemplo, Gregory Peck em As neves do Kilimanjaro.

Mas ela também era cantora. "A melhor cantora sem voz", segundo Ella Fitzgerald. E, se não tivesse falecido em fevereiro de 2002, "a Knef" festejaria seu 80º aniversário neste 28 de dezembro.

Hildegard Knef in Silk Stockings 1955

Hildegard Knef (1925–2002)

Para celebrar esta data, está sendo lançado um box de quatro CDs com seus maiores sucessos em ordem cronológica, chamado Ich bin den weiten Weg gegangen (Eu fiz um longo caminho).

Muitos dos quais, há que se dizer, são mesmo inesquecíveis, como sua interpretação do clássico Mackie Messer, da Ópera dos Três Vinténs. Knef reunia a elegância do jazz ao charme das chansons e ainda adicionava uma boa dose da ousadia do cabaré, como em Du bist mein Salz in der Suppe (Você é o sal da minha sopa) ou Ich glaub', 'ne Dame werde ich nie (Acho que uma dama, eu nunca serei).

Leia mais na próxima página sobre o novo CD de Annett Louisan, lolita de plantão, e acompanhe a letra de uma música de Tom Albrecht.

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