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Cultura

Anne Frank morreu antes do que se pensava, aponta estudo

Pesquisadores de museu em Amsterdã afirmam que jovem judia, símbolo das vítimas do Holocausto, apresentou sintomas de tifo em janeiro de 1945 e, portanto, é improvável que tenha sobrevivido até o fim de março.

Anne Frank morreu num campo de concentração nazista um mês antes do que o que se supunha anteriormente, afirmaram pesquisadores nesta terça-feira (31/03), o 70º aniversário de sua morte, segundo a data oficialmente reconhecida.

A jovem judia provavelmente morreu no campo de Bergen-Belsen em fevereiro de 1945, aos 15 anos, afirmou em comunicado o museu Casa de Anne Frank, em Amsterdã, com base numa nova pesquisa.

A Cruz Vermelha apontara que as mortes de Anne e Margot ocorreram no campo de concentração no norte da Alemanha em março de 1945, e autoridades holandesas estabeleceram, então, 31 de março como a data oficial.

O diário escrito por Anne no período em que a família se escondeu dos nazistas durante a ocupação da Holanda foi publicado após a Segunda Guerra Mundial, tornando-se um bestseller internacional e transformando a jovem num símbolo das vítimas do Holocausto.

A nova data pouco altera o destino trágico de Anne e Margot. "Foi horrível. Foi terrível. E ainda é", diz Erika Prins, pesquisadora da Casa de Anne Frank. No entanto, a nova data descarta a ideia de que as irmãs poderiam ter sido salvas se tivessem vivido apenas mais algumas semanas.

"Quando se fala que elas morreram no fim de março, isso dá a sensação de que elas morreram pouco antes da libertação", diz Prins. "Isso não é mais válido."

Anne e os demais membros de sua família mantiveram-se escondidos dos nazistas a partir de 1942, nos fundos de uma casa em Amsterdã, até que foram descobertos e deportados para a Alemanha em 1944.

Anne e Margot foram transferidas de Auschwitz para Bergen-Belsen em novembro daquele ano. Quatro sobreviventes do campo relataram que as irmãs mostraram sintomas de tifo no final de janeiro de 1945.

"A maior parte das mortes por tifo ocorre cerca de 12 dias depois que os primeiros sintomas aparecem", aponta o novo estudo, com base no Instituto Nacional Holandês de Saúde Pública e Meio Ambiente. "Portanto, é improvável que elas tenham sobrevivido até o fim de março."

Enquanto as datas exatas da morte de Anne e Margot seguem desconhecidas, uma sobrevivente de Bergen-Belsen, Rachel van Amerongen, conta que "um dia, elas simplesmente não estavam mais lá".

LPF/afp/ap/dpa/rtr

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