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Mundo

Annan busca solução imediata para o Chipre

A divisão do Chipre pode chegar ao fim após 30 anos de conflitos, se Kofi Annan conseguir convencer os líderes dos dois grupos populacionais de seu plano de reunificação da ilha.

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Aumenta o número dos que desejam a reunificação

Se depender da Organização das Nações Unidas (ONU), o Chipre poderá integrar a União Européia a partir de 1º de maio não apenas como um torso representado pela parte grega da ilha, mas sim como uma república federativa constituída por dois cantões autônomos — um turco e um grego.

A fim de deliberar sobre o futuro da ilha mediterrânea, o secretário-geral Kofi Annan recebe nesta terça-feira (10/02), em Nova York, Rauf Denktasch, líder da população turca, e Tassos Papadopoulos, o presidente greco-cipriota.

Após fracassar em sua primeira investida, em maio de 2003, Annan tenta mais uma vez conquistar a anuência dos dois líderes populacionais para seu plano de reunificação do Chipre. O tempo urge: segundo o cronograma da ONU, a população das duas partes da ilha deveria pronunciar-se a esse respeito em plebiscito a ser realizado a 21 de abril.

Mínimos detalhes — Nenhuma questão de importância foi deixada de lado no plano elaborado pela ONU, o qual estabelece minuciosamente desde como deve transcorrer a retirada dos soldados turcos até a indenização dos deslocados. Está prevista até mesmo a existência de três bandeiras e três hinos: para cada um dos cantões, que deverão manter suas identidades, e para o Estado federado, que representará a nova república para fora, portanto também junto à União Européia.

Mesmo que não concorde com o plano em todos os seus detalhes, o lado grego o aceita como base para as negociações. Rauf Denktasch, porém, resiste. Aos 80 anos, ele continua sonhando com a constituição de um Estado turco reconhecido no Chipre e não se cansa de advertir que a repressão dos cipriotas turcos antes da invasão da ilha por tropas da Turquia em 1974 é um fato que pode se repetir.

Mudança de parâmetros na Turquia — Até há pouco tempo, a posição defendida por Denktasch era a mesma dos diferentes governos que passaram por em Ancara. Nesse meio tempo, porém, muita coisa mudou.

Por um lado, aumenta entre a população turco-cipriota o número daqueles que veriam com bons olhos a reunificação. O ingresso na União Européia traria vantagens econômicas também para a parte turca da ilha, que se encontra internacionalmente isolada. Nas últimas eleições parlamentares, no Chipre do Norte, em dezembro, as forças pró-reunificação conseguiram impor-se pela primeira vez aos partidários de Denktasch e elegeram Mehmet Ali Talat primeiro-ministro.

Por outro lado, e isto é o que mais pesa, aumenta a pressão de Ancara. Ao contrário dos governos turcos anteriores, o atual, do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, está interessado numa solução do conflito no Chipre. Como nenhum outro chefe de governo antes dele, Erdogan empenha-se por reformas em seu país e pelo início mais rápido possível de negociações entre Ancara e Bruxelas para o ingresso da Turquia na comunidade. A União Européia quer tomar uma decisão a este respeito no final do ano. Uma solução da questão do Chipre poderia aumentar as chances da Turquia.

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