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Economia

Anistia preocupa bancos da Suíça

Bancos suíços temem que anistia fiscal alemã ocasione evasão de capitais. A recomendação é de que seus clientes peçam anistia, mas deixem o dinheiro na Suíça.

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Poucos sonegadores alemães pediram anistia até agora

A anistia fiscal alemã, considerada um fracasso no contexto financeiro local, está tendo mais repercussão na Suíça do que na Alemanha. Os bancos suíços temem que seus clientes venham a declarar ao fisco alemão no segundo semestre do ano corrente um volume maior de capital do que se previa até agora. Isso foi o que noticiou o jornal de economia Handelsblatt.

Até agora, a anistia fiscal iniciada pelo ministro das Finanças Hans Eichel está sendo considerada um fracasso. Seu plano orçamentário contava originariamente com uma arrecadação de cinco bilhões de euros a serem declarados a posteriori por contribuintes que cometeram sonegação nos últimos anos.

Sonegadores só pagam 25%

No entanto, durante o primeiro trimestre, a arrecadação decorrente da anistia se limitou a 76,9 milhões de euros. Para este período, a comissão do Ministério das Finanças encarregada da questão previa uma arrecadação de até 1,5 bilhão de euros.

A lei alemã prevê que os sonegadores que se apresentarem ao fisco até o fim do ano paguem 25% da renda sonegada ao fisco. Os que se decidirem tarde demais e se declararem apenas na fase final, até fim de março de 2005, devem pagar 35%.

Uma grande parte dos rendimentos não declarados dos sonegadores alemães se encontra em contas suíças, pois o sigilo bancário que vigora no país vizinho garante que este dinheiro esteja fora do alcance das investigações das autoridades fiscais alemãs. Os 342 bancos suíços administram 2,1 trilhões de euros, constituindo o maior centro de investimentos do mundo. Em nenhum outro lugar está depositado mais capital estrangeiro do que na Suíça.

Pequenos bancos se preocupam mais

São principalmente os pequenos bancos suíços que têm dificuldade em manter e atrair pessoas físicas estrangeiras como clientes. O debate generalizado sobre sigilo bancário e o desafio de conquistar clientes no exterior ocasionaram aos pequenos bancos uma evasão de capital líquido no ano passado, ao contrário do que ocorreu aos grandes bancos suíços Credit Suisse e USB. Agora esses bancos têm mais um motivo para se preocupar: a probabilidade de perder clientes por causa da anistia fiscal na Alemanha.

No entanto, os bancos suíços procuram manter seus clientes, tentando convencê-los a pedir anistia, sem no entanto tirar seu dinheiro da Suíça. De acordo com o presidente do conselho administrativo do banco privado Sarasin, Georg Krayer, seus funcionários estão altamente informados sobre a regulamentação fiscal na Alemanha, a fim de poder assumir por seus clientes todo o processo de anistia e garantir - através desta prestação de serviço - que o dinheiro continue investido na Suíça.

Segundo o relato do Handelsblatt, as expectativas dos bancos suíços coincidem com as esperanças do Ministério alemão das Finanças. A previsão das autoridades em Berlim é de que um maior número de sonegadores arrependidos venha a se apresentar ao fisco sobretudo no segundo semestre de 2004.

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