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Mundo

Angela Merkel anuncia que não irá à conferência Rio+20

Com os bancos espanhóis ameaçados de falência e a Itália temendo ser a próxima vítima dos mercados, chefe alemã de governo anuncia que não irá à conferência de sustentabilidade da ONU no Rio de Janeiro.

A situação é séria. Tão séria que a chanceler federal alemã, Angela Merkel, desistiu de participar da conferência Rio+20, maior encontro mundial sobre sustentabilidade, organizado pelas Nações Unidas. Angela Merkel declarou em Berlim que, para ela, não foi fácil tomar a decisão de não viajar para o Brasil, após a cúpula do G20, que se realiza na próxima semana, no México.

Segundo Merkel, haveria "diferentes desafios a ser superados no território europeu". Uma justificativa que revela, todavia, somente parte da verdade. Enquanto a situação da Europa é periclitante, em Berlim, governo e oposição brigam em torno da questão de se, quando ou sob que condições o Pacto Fiscal europeu para mais disciplina orçamentária entrará em vigor no país.

O Bundestag, câmara baixa do Parlamento alemão, terá de aprovar a lei neste sentido, mas precisa de maioria de dois terços. Como o governo não dispõe de tal maioria, Merkel depende dos votos da oposição, que, por sua vez, exige contrapartidas.

Entre outros pontos, a oposição em Berlim pretende forçar o governo a introduzir uma taxação financeira sobre todas as transações no mercado de ações e a se engajar pela implantação de um pacto de crescimento ecológico em nível europeu.

Acordo rápido à vista

O governo em Berlim pretende aprovar a lei do Pacto Fiscal e a implementação legal do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (MEEF), de caráter permanente, ainda antes do recesso do meio do ano, em pacote a ser aprovado pelo Bundestag.

Em reunião realizada, nesta quarta-feira (13/06), na Chancelaria Federal em Berlim, Sigmar Gabriel, líder do Partido Social Democrático (SPD), maior grupo alemão de oposição do país, declarou que um acordo em torno do Pacto Fiscal não irá falhar por culpa do SPD.

Assim como os social-democratas, os Verdes também veem necessidade de mais negociações. O partido A Esquerda rejeita um acordo. Nesta quinta-feira, Angela Merkel pretende assegurar, junto às bancadas parlamentares no Bundestag, um cronograma para a aprovação do Pacto Fiscal europeu.

Defesa de posição

Esses compromissos domésticos com influência em nível europeu parecem ter sido a verdadeira razão da desistência de Angela Merkel de ir à Rio+20. Ela defendeu sua posição na coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira em Berlim, durante a visita do presidente peruano, Ollanta Humala Tasso.

Segundo Merkel, além dos desafios a superar em nível europeu, a Alemanha estaria bem representada no encontro no Rio através das presenças dos ministros alemães do Meio Ambiente, Peter Altmaier, e da Cooperação Econômica, Dirk Niebel.

Assim como Merkel, o primeiro-ministro britânico, David Cameron, não participará do encontro que irá reunir, de 20 a 22 de junho, cerca de 115 chefes de Estado e governo no Rio de Janeiro. O novo presidente francês, François Hollande, confirmou sua presença.

Autores: Sabine Kinkartz / Carlos Albuquerque
Revisão: Augusto Valente

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