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Mundo

Ancara e Berlim planejam unir forças contra crise migratória

Turquia e Alemanha querem cooperar no combate ao tráfico humano e iniciar campanha diplomática para reduzir ataques aéreos na Síria. Merkel vai agilizar a liberação à Turquia de 3 bilhões euros em ajuda para refugiados.

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Aparente harmonia em Ancara: chefes de governo Angela Merkel (esq.) e Ahmet Davutoglu

A Turquia e a Alemanha concordaram nesta segunda-feira (08/02) quanto a uma série de medidas para uma solução da crise dos refugiados sírios. Estão previstas tanto uma iniciativa diplomática conjunta para diminuir os ataques aéreos na Síria, quanto a cooperação entre autoridades europeias e turcas no combate ao tráfico humano.

Após um encontro com sem homólogo turco, Ahmet Davutoglu, em Ancara, a chefe de governo alemã, Angela Merkel, afirmou a intenção de ambos os países de pressionar as Nações Unidas para o cumprimento da Resolução 2254 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 18 de dezembro de 2015, que estipula a suspensão de ataques à população civil.

"A resolução do Conselho de Segurança prevê que todos parem com os ataques contra civis e contra alvos civis imediatamente e, em particular, com o uso de armas de ação indiscriminada, tais como bombardeios aéreos", ressaltou a chanceler federal.

Ela se disse "não apenas chocada, mas horrorizada" com o sofrimento causado pelos bombardeios na Síria, perpetrados sobretudo pela Rússia, como aliada do ditador sírio, Bashar al-Assad. "Sob tais circunstâncias, é difícil realizar negociações de paz. Esta situação precisa terminar rapidamente."

Davutoglu sublinhou que a província de Aleppo está, de fato, sitiada, e à beira de uma tragédia. "Ninguém pode justificar ou tolerar os ataques aéreos russos, que equivalem a um massacre étnico, dizendo 'a Turquia vai cuidar dos refugiados sírios'. Ninguém pode esperar que a Turquia assuma esse peso sozinha."

Cooperação de vigilância

Merkel foi à Turquia buscar o apoio do governo turco na redução do fluxo migratório em direção à União Europeia. Cerca de 2,5 milhões de refugiados sírios se encontram atualmente na Turquia. A UE pressiona o país para que permita a entrada de 35 mil sírios fugidos dos ataques das tropas de Assad em Aleppo, sendo barrados na fronteira.

Segundo Davutoglu, Merkel concordou que um grupo binacional forneça suporte aos refugiados na fronteira, cujo ingresso na Turquia será permitido "se necessário". Assim o primeiro-ministro ecoou as

declarações feitas na véspera pelo presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan

.

No encontro em Ancara também se discutiu a cooperação da guarda costeira turca e da agência europeia de proteção de fronteiras Frontex no combate a travessias ilegais, assim como uma eventual participação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na missão.

"Usaremos a reunião dos ministros da Defesa da Otan para conversar sobre a situação na Síria e sobre como a Otan pode ajudar a monitorar a situação no mar e apoiar a Frontex e a guarda costeira turca", disse a Merkel.

A premiê alemã também se comprometeu a agilizar a liberação dos 3 bilhões de euros prometidos pela UE à Turquia em ajuda para refugiados. Em novembro, o país prometeu combater as redes de tráfico de pessoas e reduzir o fluxo migratório em troca de um auxílio financeiro e de concessões políticas, como a flexibilização de vistos europeus para turcos e a agilização do processo de adesão de Ancara ao bloco.

CN/rtr/ap/afp

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