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Economia

Analista alemão diz que real é moeda forte

Valorização da moeda brasileira diante do dólar chama atenção do mercado financeiro internacional. Progresso econômico em países emergentes, como Brasil e China, aumenta perspectivas de lucros para investidores.

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Moedas e ações de países emergentes em alta

A queda do dólar diante do real, que nos últimos dois dias fechou abaixo dos R$ 2,50, começa a despertar as atenções do mercado financeiro internacional para moeda brasileira. "O Brasil e a China oferecem moedas fortes", afirma o analista Michael Keppler, presidente da Keppler Asset Management que já atuou no Commerzbank AG, em artigo publicado nesta quinta-feira (05/05) no jornal econômico alemão Handelsblatt.

Consultor de fundos de ações dos mercados emergentes, Keppler diz que vários desses países conseguiram, nos últimos anos, melhorar a distribuição da renda e consolidar uma classe média. "O risco de permanentes desvalorizações da moeda se inverteu no contrário: as moedas do Brasil e da China, por exemplo, hoje tendem à valorização. As análises atuais não fornecem qualquer indício para temer correções bruscas de rumo nos mercados financeiros desses países", afirma.

Para os próximos três a cinco anos – continua o analista – há espaço para uma valorização das moedas e ações de países emergentes superior à média dos países industrializados. "Um indício seguro de que o progresso econômico dos mercados emergentes continua avançado é o fato de que o índice mundial dos rendimentos de dividendos (MSCI) desses mercados (atualmente em 3%) supera em 40% o mesmo índice para as bolsas de valores dos países industrializados", argumenta. No passado, o MSCI dos países emergentes sempre estava abaixo do valor comparativo para os países industrializados.

Provável valorização das ações brasileiras

Keppler acredita que as ações de empresas do Brasil, Colômbia, Coréia do Sul, Filipinas, Rússia, Sri Lanka, República Tcheca e Venezuela não permanecerão mais por muito tempo na banda de cotação em que estiveram nos últimos onze anos. "Provavelmente, elas ultrapassarão em breve as curvas máximas de julho de 1997 e março de 2000. Pelo quarto ano consecutivo, em 2004, os mercados acionários dos países emergentes ultrapassaram as bolsas do países industrializados, ao contrário do que ocorreu de 1995 a 1998", diz.

Fim da fase de consolidação

O cenário traçado por Keppler é novo, levando em conta que os últimos dez anos foram marcados por várias crises nos mercados emergentes – México (1995), Ásia (1997), Rússia (1998) e o colapso do peso argentino em 2001. Nos anos 90, muitos dos países em questão sofreram uma pressão permanente pela desvalorização de suas moedas.

"Não há razões para temer que tais crises voltem a se repetir com a mesma freqüência e intensidade nos próximos dez anos", afirma o analista. Depois de uma fase de movimento horizontal nas cotações nos mercados internacionais entre 1989 e 1993, é provável que a fase de consolidação se aproxime do fim, acrescenta.

Na opinião de Keppler, os mercados emergentes serão os principais beneficiados pelo provável movimento ascendente nas bolsas. "O caminho continuará sendo irregular e não se deve ter a ilusão de que ele conduza à riqueza para todos. Mas em comparação aos riscos e ganhos posteriores a 1993, a tendência é que nos próximos dez anos os investidores terão maiores dividendos em troca de menores riscos". Keppler menciona ainda uma série de fatores que, a seu ver, melhoram a perspectivas econômicas dos países emergentes: "Eles tiram um enorme proveito do progresso tecnológico, impensável há poucos anos; têm vantagens comparativas de custos (inclusive no setor de serviços), e uma estrutura demográfica em forma de pirâmide. O envelhecimento da população e o número de aposentados ainda não são um grande problema nesses países", conclui

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