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Mundo

Ampliação histórica na OTAN

Selada em Bruxelas a maior ampliação da história da aliança militar transatlântica. Bulgária, Romênia, Eslovênia, Eslováquia, Estônia, Letônia e Lituânia começam a fazer parte da OTAN em maio do próximo ano.

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Conferência em Praga, ano passado, decidiu sobre sete candidatos

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) assinou nesta quarta-feira acordos de adesão com sete países do Leste e do Centro da Europa. Além da Bulgária, Romênia, Eslovênia e Eslováquia, foram admitidas à aliança atlântica a Estônia, a Letônia e a Lituânia e, com isso, pela primeira vez, três ex-integrantes da extinta União Soviética.

Falta apenas a ratificação do protocolo de ampliação pelos parlamentos nos atuais e futuros países membros. A Eslovênia foi a primeira a aprová-lo, com 66% dos votos, no último final de semana. A aliança transatlântica já tinha dado seus primeiros passos em direção ao Leste Europeu em 1999, ao admitir a Polônia, Hungria e República Tcheca.

O secretário-geral da OTAN, George Robertson, considerou o ato, realizado em Bruxelas, uma virada no processo de construção de uma Europa Unida. O ingresso dos novos membros se dará em maio de 2004, quando os acordos de adesão deverão ter sido ratificados pelos atuais 19 países membros da aliança.

A decisão havia sido selada quatro meses atrás, numa conferência em Praga, a mesma cidade em que o antigo inimigo, o Pacto de Varsóvia, se dissolveu 11 anos atrás. Trata-se da maior ampliação da Organização do Tratado do Atlântico Norte nos seus 53 anos de história.

NATO Generalsekretär Lord Robertson in Brüssel

Secretário-geral George Robertson

"Este é o nosso big bang. Ele marca um passo vital para o crescimento da aliança transatlântica, com a promessa de segurança e estabilidade para os dois lados do oceano", disse Robertson no quartel-general da organização, na Bélgica.

Divergências sobre Iraque continuam

A defesa da Turquia, única parceira da OTAN ameaçada diretamente pela guerra no Iraque, do qual é vizinha, tem ocupado os atuais 19 países membros nas últimas semanas. Apesar de sua resistência inicial, a Alemanha e a França acabaram por colaborar com o plano para garantir a defesa da Turquia, se fosse envolvida diretamente no conflito.

Ancara havia solicitado mísseis de defesa antiaérea e aviões de reconhecimento do tipo Awacs. Apesar da mobilização militar turca na fronteira com o Iraque, o governo de Ancara prometeu não invadir, por enquanto, o país de Saddam Hussein.

"O embaixador turco voltou a assegurar que não serão enviadas tropas extras à fronteira entre a Turquia e o norte do Iraque. Nós acreditamos e aceitamos esta garantia", disse Robertson na quarta-feira (26).

Embora a defesa da Turquia no momento seja a única preocupação da OTAN em relação ao conflito no Iraque, a aliança não exclui a possibilidade de prestar algum tipo de ajuda após o fim do conflito, "desde que seja decidido pelo conselho de ministros dos países membros", destaca o representante da organização.

No debate sobre a guerra no Iraque, mais uma vez ficaram claras das divergências de opinião a respeito da ação militar no Golfo Pérsico. Enquanto Alemanha e França são estritamente contra, os sete novos membros e outros países, liderados pela Grã-Bretanha, defendem o uso da força para derrubar o regime em Bagdá.

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