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Economia

Ampliação da UE gera esperança e medo nos fabricantes alemães

Muitas pequenas e médias empresas alemãs aguardam ansiosas a ampliação da União Européia. Nos países do Leste europeu, os custos são mais baixos do que na Alemanha. Para alguns, isto é bom sinal, para outros, nem tanto.

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Há muito o que fazer

Quando o assunto é a ampliação da União Européia para o Leste europeu, as opiniões são um tanto divergentes entre os alemães. Muitas pequenas e médias empresas consideram a abertura do novo mercado um verdadeiro filão. Outras, entretanto, temem que os custos e salários mais baixos praticados nos países do Leste acabem levando-as à falência.

A empresa alemã Wolf & Liegel, especializada na fabricação de moldes e peças plásticas, fornece material para a indústria automobilística. Apesar da crise no setor, os negócios vão bem e tendem a melhorar ainda mais com a ampliação da UE, revelou o presidente Klaus Wolf.

Seu otimismo não é infundado. Em junho, a empresa vai abrir uma filial na República Tcheca, bem perto da fábrica da Skoda, subsidiária da Volkswagen. A filosofia do fabricante de peças plásticas é bem definida: estar o mais próximo possível do cliente e economizar custos de mão-de-obra.

Com o aumento do volume de encomendas no exterior, ele espera compensar os elevados gastos com o pagamento de salários na Alemanha. O faturamento previsto na filial tcheca é de 5 milhões de euros, sem contar com a produção alemã.

O interesse em incrementar as atividades no Leste europeu é compreensível. Segundo Wolf, o custo de um trabalhador tcheco no setor automobilístico é de 5 euros por hora, bem menos que a quantia de até 40 euros dispendida com um trabalhador qualificado na Alemanha.

Fim dos caminhos burocráticos Embora não pense em abrir filiais no Leste europeu, o fabricante de pincéis Feurer aguarda impaciente a abertura de mercado no dia 1º de maio, quando toda a burocracia alfandegária deixará de existir para os novos países membros da UE.

Os pincéis da marca Kolibri, produzidos pela empresa alemã, abastecem basicamente o mercado externo. O transporte de mercadorias para a Itália ou Holanda, por exemplo, onde não há controle de fronteira, acontece sem problemas. Já o envio para o Leste europeu é um verdadeiro exercício de paciência.

"Para enviar mercadorias da Polônia para a República Tcheca precisamos primeiro preencher uma papelada aqui na Alemanha. Depois temos que reconhecer tudo na polícia de fronteira, e isto implica ir para o departamento responsável atrás de diversos carimbos e apresentar um monte de documentos. Só então a transportadora segue com esta papelada e a mercadoria para o país de destino. Lá, o cliente tem que ir para a alfândega com outros papéis na mão para poder retirar a encomenda. E isto só ocorre depois que ele pagar o imposto de importação", descreveu Thomas Hackenberger, chefe da Feurer.

Temores e perspectivas

Com o fim da burocracia alfandegária, o empresário espera incrementar as vendas no Leste. Nem todos os fabricantes alemães, entretanto, conseguem vislumbrar um avanço de seus negócios com o ampliação da UE, especialmente os que atendem o mercado regional. É o caso do setor de artigos hospitalares, que teme não poder competir com os salários mais baixos pagos no Leste europeu.

Os mais otimistas apostam nos serviços que irão surgir, como construção de estradas e prédios públicos. As empresas alemãs que participarem de projetos de melhoria e saneamento nos novos países membros da UE poderão ainda usufruir dos incentivos que a União Européia destinará para este fim.

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