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Mundo

Amizade sob palmeiras na cúpula do G-8

O encontro das sete principais potências econômicas e Rússia terminou otimista, embora apenas com meios resultados, algumas questões cruciais em aberto um bom potencial para conflitos futuros.

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Alguns dos principais homens do mundo em Sea Island

O resultado da cúpula do Grupo dos Oito em Sea Island ficou abaixo das expectativas dos Estados Unidos, no tocante a dois tópicos centrais da política do Ocidente no Iraque. Em relação à redução das dívidas daquele país, os representantes das sete principais nações industriais e Rússia só chegaram ao consenso de que "um perdão substancial" é necessário.

Uma solução concreta será procurada junto ao "Clube de Paris", dos países credores. Incluídos os juros, a dívida internacional iraquiana chega em torno de 100 bilhões de euros. A Alemanha e a França enfatizaram que estão dispostas a renunciar a cerca da metade de suas exigências, a Rússia até 75%. Os Estados Unidos tendem a perdoar entre 80% e 90% de sua parte na dívida.

Entretanto, os opositores da guerra iniciada pelos EUA argumentaram que, com suas reservas de petróleo, o Iraque estaria em condições de pagar a maior parte dos débitos. Eles insistiram que empresas de seus países possam participar da concorrência pelos contratos relacionados ao reerguimento do Iraque.

Discórdia sobre intervenção da Otan

A sugestão do presidente George W. Bush de reforçar a presença militar da Otan no Iraque também esbarrou em resistência. Segundo ele, as tropas ocidentais ajudariam na formação de pessoal de segurança iraquiano.

O chefe de Estado francês, Jacques Chirac, foi incisivo: "Não acredito que seja tarefa da Otan interferir no Iraque". Para o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, a presença da Aliança naquele país não trará "nenhum acréscimo de segurança".

O premiê alemão prometeu que nem ele nem Chirac se oporão, caso o envio de tropas seja aprovado durante a cúpula da Otan, marcada para o final de junho em Istambul. Porém a Alemanha não enviará soldados para essa missão. Schröder mostrou-se cético de que o Iraque venha a se estabilizar rapidamente.

Pontos para Schröder

O encontro na paradisíaca Sea Island representou uma bela polida na imagem internacional do premier alemão. Sua foto sorridente chegou a conquistar as primeiras páginas dos jornais locais, o que seria impensável, há até bem pouco tempo. Sob as palmeiras e o sol da ilha e em mangas de camisa, ele e George W. Bush se apresentaram como velhos amigos, longe dos recentes atritos.

Nos encontros do G-8 e diante da imprensa, Schröder manifestou-se repetidamente contra o aumento do preço do petróleo. Ele insistiu sempre que o tema é parte do debate sobre a economia mundial, refutando insinuações de que os outros governantes presentes estariam desinteressados.

As invectivas de Schröder se dirigiram em especial contra os especuladores, que "apostam" em determinadas tendências do mercado, inflacionando astronomicamente o preço do combustível.

Temor de intromissão em assuntos

Os parceiros do G-8 também ofereceram às nações do Oriente Médio e do Norte africano parceria para reformas, no sentido da democracia e da economia de mercado. Porém acentuaram que nenhuma reforma será imposta "de fora". Dessa forma, reagiram a críticas de políticos da região, de que a oferta seria uma intromissão em seus assuntos internos.

Os chefes de Estado de seis nações muçulmanas – inclusive o presidente interino do Iraque, Ghazi al Yawar – participaram da discussão do programa de reforma em Sea Island. Este prevê diálogo regular em nível ministerial e apoio na organização de eleições livres e transparentes. Outros governantes da região, entre eles Egito e Arábia Saudita, recusaram o convite.

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