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Mundo

Americanos no exterior participam das prévias eleitorais dos democratas

Eleições americanas mobilizam eleitores e mídia não só nos EUA. Americanos residentes no exterior participam da escolha dos candidatos à presidência. Sobretudo entre democratas, suspense é grande nesta "superterça".

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Suspense entre democratas na escolha do candidato à presidência

Barack Obama und Hillary Clinton

Barack Obama e Hillary Clinton

Nos Estados Unidos, esta terça-feira (05/02) é chamada "Super Tuesday", o dia decisivo do processo eleitoral norte-americano, que culminará com as eleições presidenciais de 4 de novembro próximo. Em 24 dos 50 estados, eleitores republicanos e democratas têm a chance de influenciar a escolha do candidato à presidência a ser lançado por seu partido. As prévias decidem quais delegados serão enviados às convenções de nomeação dos democratas e republicanos, previstas para meados deste ano. Enquanto, entre os republicanos, o favorito John McCain tem grandes chances de eliminar o adversário Mitt Romney, o suspense entre os democratas é bem maior, diante da acirrada disputa entre Barack Obama e Hillary Clinton. Democrats Abroad, o 51º estado norte-americano Cerca de seis milhões e meio de americanos vivem fora dos EUA. Enquanto os republicanos não permitem aos eleitores residentes no exterior participar das prévias, os democratas – através do movimento Democrats Abroad – levam em conta os votos de seus eleitores distantes. Se, nas eleições presidenciais, os votos dos residentes no exterior são incluídos na contagem dos respectivos estados de proveniência dos eleitores, o cômputo dos votos das prévias é feito à parte. "Somos, por assim dizer, o 51º estado americano", declarou Michael Steltzer, presidente da representação dos Democrats Abroad em Berlim, ao Financial Times Deutschland.

Logo Democrats Abroad Germany

Democrats Abroad Germany

Os Democrats Abroad existem desde 1964, ano em que o movimento foi fundado em Londres e Paris. Na década de 90, a organização se estabeleceu na Alemanha, tendo representações em mais de 100 países. Nestas prévias, provavelmente em função da disputa acirrada entre Clinton e Obama, o número de membros quase duplicou, somando dezenas de milhares em todo o mundo. "Os americanos residentes do exterior são especialmente atingidos pela política externa do governo", explicou Steltzer ao Welt Online, "sobretudo diante da guerra no Iraque e do crescente rigor nas determinações fiscais e de viagem. É por isso que queremos participar da decisão de quem se candidatará à Casa Branca." Na capital alemã, os democratas americanos votam nesta "superterça" em um bar tradicional do bairro de Kreuzberg. Os resultados serão divulgados apenas em 22 de fevereiro. Até lá, os votos enviados de todo o mundo – por e-mail, fax ou via postal – serão apurados na Suíça. Menos contato com o eleitorado, mais imagem na mídia Em sua cobertura das prévias eleitorais norte-americanas, a imprensa alemã refletiu sobre as vantagens democráticas do processo de escolha dos candidatos à chefia do governo norte-americano. O fato de os eleitores já serem incluídos no processo antes do lançamento dos candidatos contribuiria para aumentar o interesse político da população. Embora a campanha para as eleições internas dos partidos norte-americanos costumasse ser feita tradicionalmente em contato direto com o eleitorado, com a visita dos candidatos às menores localidades, as atuais prévias foram acompanhadas por um aparato midiático muito mais amplo. A imprensa alemã destacou o grande papel das aparições dos candidatos na televisão, da elaborada construção de sua imagem visual e da internet como plataforma da disputa pré-eleitoral. Além disso, as chances de que os Estados Unidos venham a ter um presidente negro ou uma presidente mulher também foi motivo de reflexão na Alemanha. (sm)

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