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Mundo

Americanos e europeus apostam em metas comuns

Apesar das divergências, os Estados Unidos podem contar com seu mais importante aliado. Durante a cúpula EUA/UE, em Washington, o presidente Bush declarou que quer ver a Europa como uma "forte" parceira.

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Juncker, Bush e Barroso fixam pontos de convergência na política externa

"Os Estados Unidos continuam apoiando uma União Européia forte como parceira na propagação da paz, democracia, prosperidade e segurança por todo o mundo", declarou o presidente norte-americano, George Bush, após a cúpula anual entre Estados Unidos e União Européia, ocorrida nesta segunda-feira (21/06), na Casa Branca.

Bush se reuniu na capital norte-americana com o presidente do Conselho Europeu, Jean-Claude Juncker, com o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso, e com o responsável pela política externa da comunidade, Javier Solana.

O encontro bilateral deste ano ocorreu logo após o fracasso da última cúpula européia, em Bruxelas, que foi encerrada sem consenso sobre o futuro financiamento do bloco e sobre o destino da Constituição européia, rejeitada nos plebiscitos ocorridos na França e na Holanda. Apesar do impasse em que se encontra a UE, Juncker fez questão de mostrar que "a Europa não está de joelhos".

Fiscalizando a proliferação de armas nucleares

Washington e Bruxelas ressaltaram suas convergências, confirmando a mesma posição em assuntos como o programa nuclear da Coréia do Norte, as metas de energia atômica do Irã e as recentes eleições no Líbano. Os EUA e a UE exigiram que o governo em Pyongyang desative suas armas nucleares "de maneira contínua, transparente, completa e fiscalizável".

Quanto ao Irã, os EUA e a UE reiteraram seu respaldo aos países mediadores – Reino Unido, França e Alemanha –, além de exigir que Teerã suspenda seu programa de enriquecimento e reprocessamento de urânio e passe a cooperar com a fiscalização nuclear das Nações Unidas.

Bush agradeceu à Europa por "enviar a Teerã a clara mensagem de que o desenvolvimento de armas atômicas no Irã não será tolerado". O governo iraniano nega que esteja desenvolvendo um programa nuclear.

Washington e Bruxelas também aprovaram a vitória da oposição anti-síria nas eleições do Líbano e ofereceram apoio ao novo governo. "Assim que o novo governo definir seu programa de reformas, estamos dispostos a convocar uma conferência internacional para solicitar apoio aos libaneses, caso Beirute mostre interesse". Isso é o que consta da declaração de metas comuns da UE e EUA:

Interesses comuns na reconstrução do Iraque

Ambos os lados também reiteraram seu apoio ao plano de Israel de se retirar da Faixa de Gaza e de partes da Cisjordânia, além de endossarem expressamente as eleições palestinas.

"Apoiamos um processo eleitoral multipartidário, livre, justo e transparente na Cisjordânia, em Gaza e no leste de Jerusalém, a ser submetido à fiscalização de representantes internacionais e aberto ao livre trânsito de candidatos e eleitores", consta da declaração comum.

Ambos os lados reiteraram que a cisão do Atlântico Norte, motivada pela intervenção militar norte-americana no Iraque, é coisa do passado. Como prova da superação das divergências, Bush e Juncker mencionaram a cooperação entre UE e EUA na organização da conferência internacional sobre a reconstrução do Iraque, marcada para esta quarta-feira (22/06), em Bruxelas.

"Apesar das divergências que tivemos em relação ao Iraque, cresce a necessidade de cooperar pelo êxito da democracia no país, conforme as coisas progridem", declarou Bush. "Quando se trata da substância, do progresso, da democracia, da liberdade, os EUA e a União Européia trabalham juntos e na mesma direção", confirmou Juncker.

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