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Ciência e Saúde

Americano diz ter localizado restos da caravela Santa Maria, de Colombo

Exploradores afirmam ter achado o que restou da nau usada por Colombo para chegar à América, mais de 500 anos depois do naufrágio. Mas especialistas se dizem céticos.

Destroços da nau Santa Maria, usada por Cristóvão Colombo há mais de 500 anos para chegar à América, podem ter sido encontrados na costa do Haiti, segundo anúncio feito por um grupo de pesquisadores nesta terça-feira (13/05).

Nesta quarta-feira, os cientistas devem participar de uma entrevista coletiva em Nova York para esclarecer detalhes sobre a descoberta, que, se confirmada, teria grande importância em termos arqueológicos.

Os restos que seriam da caravela foram achados na costa norte do país, na região onde Colombo disse que o navio havia encalhado, segundo o explorador americano Barry Clifford, que liderou as buscas.

A Santa Maria foi uma das três embarcações que saíram da Espanha em 1492 em busca de uma rota mais curta para a Ásia e chegaram à América. Depois de chegar às atuais Bahamas, a Santa Maria se chocou contra um recife, razão pela qual foi abandonada. Colombo ordenou aos marinheiros que construíssem um forte com material da embarcação, antes de retornar com as demais caravelas à Espanha.

De acordo com Clifford, os possíveis restos da nau haviam sido encontrados e fotografados por ele em 2003. Depois de 11 anos, no início deste mês, o grupo voltou ao local e cruzou as fotografias com dados históricos. Clifford acredita ter agora provas suficientes de que os restos seriam mesmo da caravela que afundou em dezembro de 1492. Uma das evidências apontadas é a presença de um canhão característico da época do navegador, que foi fotografado em 2003, mas não estaria mais no local.

"Todas as evidências geográficas, a topografia do fundo do mar e as evidências arqueológicas sugerem fortemente que se trata do famoso navio principal de Colombo", disse o pesquisador.

Para encontrar a Santa Maria, o grupo baseou-se no diário do navegador, além da localização do forte. Para avançar nos estudos, que exigem ainda uma escavação no local, o pesquisador americano solicitou ao governo que faça a proteção da área onde se encontram os restos da nau.

Cientistas, no entanto, dizem ser ainda muito cedo para qualquer confirmação sobre a veracidade da descoberta. "As evidências, como se pode imaginar, não serão muitas, passados mais de 500 anos, devido ao tempo e ao ambiente em que o sítio arqueológico está", afirmou o arqueólogo marítimo Roger Smith.

De acordo com Kevin Crisman, diretor do Centro de Arqueologia Marítima e Conservação da A&M University, no Texas, muitos navios espanhóis afundaram na região do Haiti e da República Dominicana naquela época. "Se for mesmo a Santa Maria, será como ter encontrado o Santo Graal. Seria muito emocionante, mas permaneço cético", afirmou.

Clifford, de 68 anos, é um dos mais experientes arqueólogos submarinos, tendo trabalhado há quase quatro décadas na área. Em 1984, foi o primeiro estudioso a encontrar os restos de um navio pirata, o Whydah.

BWS/afp/ap/lusa