1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Ameaça terrorista é séria, avaliam especialistas

Mais amplo alerta terrorista da última década deve ser levado a sério, afirmam ex-funcionários da CIA. Para eles, não se trata de estratégia para desviar a atenção das denúncias contra a NSA.

O alerta terrorista emitido no último final de semana pelo governo dos Estados Unidos é preocupante e deve ser levado a sério, afirmam especialistas. "Este é o alerta terrorista mais amplo em uma década", diz o especialista em Oriente Médio Bruce Riedel, da Brookings Institution, um think tank de Washington, e ex-funcionário da CIA.

"Nunca houve tantas representações diplomáticas fechadas, e não somente dos Estados Unidos, mas também da Europa. E o alerta foi ampliado para todo o mês de agosto, o que sugere que a ameaça é real e muito, muito séria", afirma Riedel.

A comunicação entre integrantes da rede terrorista Al Qaeda, interceptada por agentes de segurança dos EUA, é aparentemente comparável à comunicação que antecedeu o atentado de setembro de 2001.

A situação parece ser tão séria que o governo do presidente Barack Obama tomou logo duas medidas. A primeira foi fechar 21 representações diplomáticas no exterior durante o final de semana – a maioria ficará fechada até 10 de agosto. A segunda foi a emissão de um alerta global de viagem pelo Departamento de Estado.

Após as medidas, vários Estados europeus, incluindo a Alemanha, fecharam suas embaixadas em alguns países.

Alerta veio da NSA

O alerta terrorista baseia-se em informações obtidas pela Agência de Segurança Nacional (NSA), a mesma instituição que, nas últimas semanas, foi alvo de críticas por causa de suas atividades de espionagem.

Além disso, por causa da abrangência da reação dos EUA, especialistas supõem que algum informante tenha confirmado as informações levantadas pela agência. A amplitude do alerta também sugere que os Estados Unidos não sabem nem o local nem a data exata do possível atentado.

Especialistas em segurança ouvidos pela DW avaliam que, possivelmente, a Al Qaeda e principalmente suas células na Península Arábica querem se vingar de três ataques de drones americanos na semana passada no Iêmen, nos quais nove pessoas morreram. O líder da rede terrorista, Ayman al-Zawahiri, deu algumas declarações nesse sentido.

Al Qaeda 3.0

Os recentes acontecimentos são preocupantes, avalia Riedel. "Estamos vendo a terceira geração da Al Qaeda, ou Al Qaeda 3.0." A primeira era a geração antes dos ataques de 11 de Setembro. A segunda vai dos ataques até a morte de Osama bin Laden.

"A terceira geração é produto da morte de Bin Laden e da Primavera Árabe, que introduziu o caos no mundo árabe", diz Riedel. O especialista afirma que a Al Qaeda saiu ganhando com essa situação e soube se expandir e se regionalizar. "Podemos estar certos de que, em 2013, há mais células da Al Qaeda no mundo árabe do que jamais houve."

As recentes notícias sobre fugas em massa de suspeitos de terrorismo em prisões do Iraque, do Paquistão e da Líbia teriam elevado ainda mais o grau de preocupação das autoridades.

"O fato de a Al Qaeda ter conseguido libertar os detentos mostra que ela está em condições de executar ações desse tipo", diz o professor de Relações Internacionais Joseph Wippl, da Universidade de Boston e também ex-funcionário da CIA.

Ele diz acreditar que, em alguns governos, trabalhem pessoas que simpatizam com os extremistas e que possivelmente auxiliaram na fuga dos presos. No entanto, para Wippl, as fugas não estão diretamente relacionadas ao recente alerta de atentado terrorista.

Alerta terrorista sob suspeita

Tanto na opinião pública e no Congresso americanos como também na Europa há suspeitas de que o governo de Obama estaria usando o alerta para desviar as atenções das denúncias de espionagem envolvendo a NSA.

"Não acredito que o alerta tenha sido fabricado pelo governo", diz Riede. Também Wippl afirma que o alerta não é uma manobra política. Uma estratégia assim fatalmente viria à tona, argumenta, arranhando ainda mais a credibilidade do governo Obama.

Leia mais