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Alemanha

Ameaça subestimada

Com uma Semana Nacional da Vacinação, autoridades querem despertar a consciência dos alemães para a importância da prevenção contra doenças infecciosas.

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O mascote da Semana Nacional da Vacinação

Mais de 120 instituições e organizações, inclusive as farmácias alemãs e cinco empresas farmacêuticas, apóiam a ação coordenada pela Cruz Verde Alemã. A 1ª Semana Nacional da Vacinação, que se realiza de 5 a 11 de maio, quer conscientizar a população da necessidade de se prevenir contra doenças infecciosas, diminuindo os riscos que muitos males considerados corriqueiros podem representar para a saúde. Ao dar início à campanha, a ministra da Saúde, Ulla Schmidt, alertou para a "segurança ilusória" que grande parte das pessoas sentem, sem estar na verdade imunizadas.

Deficiências na cobertura vacinal

Injektion

Levantamentos realizados entre a população alemã apontaram para grandes déficits na prevenção contra doenças infecciosas. Menos da metade dos adultos consultados está protegida por uma vacina contra tétano; no caso da difteria, a cota não chega a 9%. Mais de um quinto dos adultos nunca tomaram uma injeção contra tétano; 57% nunca se vacinaram contra a difteria.

No caso das crianças, de maneira geral, a proteção é mais ampla. As autoridades médicas recomendam uma imunização básica contra as principais doenças infantis por meio de uma combinação de vacinas a ser aplicadas duas vezes antes de a criança completar dois anos. Como a vacinação não é obrigatória, muitos pais não seguem a recomendação.

A cobertura vacinal contra difteria, tétano, coqueluche e paralisia infantil varia entre 75% e 98%. As taxas médias na Alemanha estão aquém das registradas em outros países da União Européia e nos Estados Unidos. "Em comparação com a Finlândia, estamos longe da erradicação do sarampo", lamenta Sieghart Dittmann, da Comissão Permanente de Vacinação do Instituto Robert Koch, de Berlim.

Mas a situação se agrava em especial quando se trata de renovar as vacinas, para revalidar seu efeito. Por isso, a atual campanha se dirige em especial aos pais de crianças pequenas e aos adultos mais idosos.

Receio de efeitos colaterais

Falta de informação ou uma ideologia equivocada são as principais causas que conduzem ao desleixo ou ao boicote da vacinação. Muitos pais se deixam convencer por defensores da idéia de que o contágio por vírus ou bactérias aumenta a defesa do organismo da criança. Outros têm medo de efeitos colaterais indesejados.

No entanto, os estudos revelam que as probabilidades de uma complicação causada por uma vacina são bem menores do que os riscos de seqüelas mais graves de uma doença infecciosa. O sarampo pode conduzir em 0,2% dos casos a uma encefalite, ou mesmo, embora mais raramente, a uma pancefalite esclerosante subaguda, mal grave que sempre provoca a morte do paciente. Já uma complicação resultante da vacina contra sarampo ocorre apenas uma vez em cada 50 mil a 150 mil aplicações. E o sarampo é um exemplo de que o desleixo dos pais pode conduzir a uma explosão endêmica do mal. Em 2001, os casos registrados na Alemanha subiram para 6.000.

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