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Economia

América Latina avança, diz banco alemão

Terminada a guerra no Iraque, os grandes institutos de crédito voltaram a analisar mercados e fazer prognósticos de crescimento. O Dresdner Bank Lateinamerika também emitiu seu parecer sobre a economia latino-americana.

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Reformas estruturais de Lula ganham confiança dos mercados internacionais

No ano de 2002, muitos investidores temeram que a América Latina voltasse a ser vítima de uma crise, em decorrência dos elevados serviços da dívida externa. Entretanto, os mercados parecem sinalizar que o perigo é muito menor do que se pensava. Ainda assim, a região não registra um desenvolvimento igualitário.

Há nações que lograram um desenvolvimento equilibrado, outras nem tanto. Mas há perspectiva de que o subcontinente latino-americano obtenha um crescimento econômico médio de 1,6% em 2003.

Brasil e Argentina

O Brasil logrou recuperar a confiança dos mercados financeiros internacionais, através de maior pontualidade no pagamento das suas dívidas, dizem os analistas do Dresdner Bank Lateinamerika. Já há algum tempo, as empresas brasileiras obtêm um acesso muito mais fácil aos mercados internacionais de capital. Isto decorre, entre outras, dos claros sinais dados pelo governo de Lula, priorizando as reformas estruturais. Os peritos do DBLA prevêem em torno de 2% o crescimento do PIB brasileiro em 2003.

Segundo os analistas do banco alemão especializado na América Latina, é possível que a Argentina obtenha um crescimento maior do que o previsto pelo próprio governo de Buenos Aires, há alguns meses. O motivo disto seria o incremento no setor das exportações. Esta é também a razão pela qual os analistas econômicos aumentaram a previsão de crescimento do PIB argentino de 3,5% para 4% em 2003. Quanto à renegociação das dívidas externas platinas, isto só ocorrerá depois da posse do novo governo, não sendo possível prever que repercussão ela terá sobre a economia da Argentina.

Peru, Colômbia e Venezuela

Também para o Peru e a Colômbia, o DBLA prevê um incremento da confiança dos mercados internacionais, desde que se reduziu visivelmente o perigo de uma moratória da dívida externa. No caso específico da Colômbia, estão sendo realizadas reformas estruturais importantes para a consolidação das finanças estatais. Também as enormes taxas de crescimento registradas no Peru ajudam a incrementar a confiança. A previsão de aumento do PIB em 2003 é de 4,5% no Peru e de 2,5% na Colômbia.

O caso da Venezuela é especial. O país deverá ter grandes dificuldades para recuperar-se da greve geral de mais de dois meses, o que acarretará uma redução do PIB venezuelano. Graças ao aumento das exportações de petróleo já não se prevê uma recessão da ordem de 14%, como há alguns meses. Mas as perdas deverão girar em torno de 11% do PIB. Os analistas consideram a calma momentânea no país como frágil e passageira. Mesmo que a Venezuela tenha condições potenciais de amortizar as suas dívidas externas, reina o temor de que novas tensões políticas provoquem uma suspensão dos pagamentos.

Chile e México

Ao contrário dos demais países latino-americanos, o Chile e o México não são afetados por suspeitas de inadimplência em relação às respectivas dívidas externas. Tal confiança não é debilitada nem mesmo pelos escândalos de corrupção no Chile ou a falta de reformas estruturais no México. No caso do Chile, a demanda interna estável pode resultar num crescimento de 3,3% do PIB no ano de 2003, calculam os especialistas do DBLA. Por sua vez, o México enfrenta uma demanda interna escassa, além de problemas com a baixa conjuntura nos Estados Unidos, seu principal mercado de exportação. Ainda assim, a previsão de crescimento para a economia mexicana em 2003 é de cerca de 2% do PIB.

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