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Ciência e Saúde

Alternativa sustentável substitui produto cancerígeno em lavanderias

O método de lavagem a seco emprega tetracloroeteno, substância que pode causar câncer. Na França, governo quer proibir o uso desse produto até 2020. Alternativa sustentável já está em teste, mas precisa de mais estudos.

Fotolia 7484420 clothes hanger with t-shirt © William Wang

Wäsche hängt auf Bügeln

Ele é prejudicial à saúde, mas tem um preço competitivo e é absoluto nas lavanderias da Europa. O percloroetileno, também conhecido como tetracloroeteno, é um líquido incolor utilizado em lavagens a seco – essa substância é empregada diariamente em 95% de todas as limpezas químicas feitas nos países europeus.

Existe a suspeita, segundo o sistema internacional para classificação de produtos químicos, de que o percloroetileno possa, inclusive, causar câncer. Essa relação já foi comprovada em experiências com animais. Esses resultados, no entanto, não podem ser simplesmente aplicados aos seres humanos.

Na Alemanha e em outros países europeus, a legislação determina a quantidade máxima tolerada desse químico no ar nos locais de trabalho. Na França, uma nova lei quer eliminar o uso do percloroetileno. Lavandeiras serão proibidas de empregar essa substâncias em áreas residenciais muito povoadas. A legislação entra em vigor somente em 2020. Mas leis parecidas já existem na Dinamarca e nos Estados Unidos.

Alternativas mais ecológicas

A decisão do governo não pegou de surpresa Nicolas de Bronac. Há quatro anos, ele fundou a Sequoia, uma rede de lavanderia ecológica na França. A empresa substituiu o percloroetileno por silicone líquido. "Nosso conceito é responsável, também perante aos nossos funcionários, pois o tetracloroeteno é muito perigoso", afirma Bronac em entrevista à DW.

Sequoia Geschäft in Paris Reinigung Green Drycleaning

Bronac substituiu o percloroetileno por silicone líquido

O silicone líquido é um solvente incolor e sem cheiro utilizado normalmente em cosméticos. Em 1999, a empresa norte-americana Green Earth Cleaning foi a primeira a empregar o produto em limpezas a seco. Ao ser liberada no meio ambinete, essa substância é decomposta em água, areia e dióxido de carbono. Até o momento, é a melhor alternativa para substituir o percloroetileno.

Mas pesquisadores são cautelosos. Até o momento, não existem pesquisam que descartem por completo a possibilidade de o silicone líquido causar danos às pessoas e ao meio ambiente. Apesar da ressalva, os governos canadense e britânico classificaram o produto como "não prejudicial ao meio ambiente".

Ainda não existe um consenso científico global quanto aos potenciais riscos da substância. Segundo a agência europeia reguladora em matéria de produtos químicos, a ECHA, o silicone líquido é bioacumulavél, ou seja, dificilmente se decompõe e pode se acumular no organismo. Por isso, as autoridades europeias ligadas à liberação e classificação de produtos químicos exigem mais pesquisas sobre o tema.

Uma mudança lucrativa

Com a proibição do percloroetileno para a limpeza a seco, o governo francês pretende tirar de circulação 4.800 máquinas que trabalham com a substância no no país inteiro. A medida fará com que muitas lavanderias tradicionais procurem alternativas mais ecológicas.

Marie Chantale Mbedey trabalha no ramo há mais de 14 anos. Mas foi só na Sequoia que ela trabalhou, pela primeira vez, livre de percloroetileno. "A substância não é boa. Eu sempre tinha dores de cabeça quando trabalha com esse produto e, desde que estou aqui, não tenho mais esse sintoma", afirma.

Sequoia Geschäft in Paris Reinigung Green Drycleaning

Mbedy está feliz de não precisa mais trabalhar com percloroetileno

Bronac acrescenta que a alternativa também trouxe benefícios financeiros. Apesar do silicone líquido custar quase o dobro, ele pode ser utilizado mais vezes. "Nós usamos cinco vezes menos silicone líquido do que tetracloroeteno ", conta.

Ecológica e com sucesso

Bronac afirma que os consumidores franceses olham com discofiança produtos e serviços mais sustentáveis em termos ambientais. Mesmo assim, seu negócio está dando certo. Em apenas quatro anos, ele já abriu dezenas de filiais em toda a França. "Os clientes vêm porque é algo novo. É legal, está na moda e não é caro", afirma.

Para a cliente Fabrice, o apelo ambiental foi o principal motivo que a levou para a Sequoia. Ela também está convencida de que o método é mais saudável. "Minha filha tem alergia e eu percebi que, agora, ela tem menos reações alérgicas. A primeira vez que vim aqui, ainda tinha dúvidas se esse tipo de limpeza era eficiente. O resultado é impecável", afirma.

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