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Economia

Allianz promete retomar curso de lucro

Entre o otimismo irrefreável de seu presidente e os protestos dos acionistas, a assembléia geral da maior seguradora do mundo transcorreu ainda sob o signo do 11 de setembro.

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A festa da incorporação: Henning Schulte-Noelle (e), da Allianz, e Bernd Fahrholz (d), do Dresdner Bank, em agosto de 2001

Após as perdas do ano passado, o grupo Allianz pretende dobrar seu lucro líquido em 2002, alcançando mais de três bilhões de euros. Seu presidente, Henning Schulte-Noelle, confirmou durante a assembléia geral da empresa, nesta quarta-feira (12) em Munique: "Os resultados do primeiro trimestre demonstram que a linha de ação está correta." Ele falou a 5300 acionistas.

Segundo o chefe da empresa, os mercados ainda não se deram conta de que os atentados terroristas de 11 de setembro passado foram um acontecimento único, que não compromete as perspectivas de crescimento a médio e longo prazos. Este ano, a maior seguradora do mundo conta arrecadar 4% a mais em prêmios. Além disso, a incorporação do Dresdner Bank já começa a dar seus primeiros frutos, assegurou Schulte-Noelle.

Em comparação com 2001, o número dos seguros de vida vendidos nos primeiros quatro meses deste ano, através do Dresdner Bank, é oito vezes maior. Com um total de 470 mil contratos firmados, o grupo Allianz lidera ainda o mercado dos novos planos de aposentadoria com incentivo do governo alemão, as chamadas "aposentadorias Riester".

Schulte-Noelle informou que, no primeiro trimestre, o conglomerado melhorou consideravelmente seu balanço operacional: somente a venda de sua participação em outras empresas trouxe um lucro de 1,9 bilhão de euros. "Até 2006 queremos atingir um acréscimo de faturamento superior a um bilhão de euros por ano", concluiu o empresário.

Os acionistas reclamam – Apesar do otimismo de seu presidente, os representantes dos acionistas expressaram insatisfação com o curso da Allianz, desde a incorporação do Dresdner Bank. Esta pressionou o balanço em cerca de 110 milhões de euros.

Eles consideram baixas demais a cotação dos papéis, e a estratégia da empresa, em parte, mal definida. O modelo de uma prestadora de serviços financeiros funcionando, ao mesmo tempo, como seguradora e banco, não foi satisfatoriamente comunicado aos clientes e aos mercados de capital. Tampouco está claro como este modelo será posto em prática nos Estados Unidos.

As marcas do 11 de setembro – O atentado contra o World Trade Center foi o maior golpe de todos os tempos para a Allianz. Ela teve que pagar 1,5 bilhão de euros aos segurados, além de sofrer perdas com o conseqüente enfraquecimento dos mercados. A incorporação do Dresdner Bank custou-lhe outros 213 milhões de euros.

O conselho da empresa comunicou, também na assembléia geral, que seu novo economista-chefe será Michael Heise, que atualmente ocupa este mesmo posto no DZ-Bank, de Frankfurt. Seu antecessor, Klaus Friedrich, de 64 anos de idade, entregará o cargo em agosto. Este fora economista-chefe do Dresdner Bank durante dez anos, antes de assumir o cargo na Allianz.

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