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Economia

Allianz prepara seguro especial contra danos do terror

Diminuíram os lucros da maior companhia alemã de seguros em 2001, devido aos atentados terroristas nos EUA. Ainda há muitas incertezas quanto aos seguros para companhias aéreas e indústrias.

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Logotipo da seguradora com sede em Munique

A Allianz pretende criar um seguro especial contra danos causados por atos terroristas. A maior seguradora alemã e européia encetou negociações nesse sentido, declarou o seu diretor Detlev Bremkamp ao Financial Times Deutschland. No entanto, ele admitiu que ainda não está garantida a sua criação. O seguro, segundo ele, seria um complemento à participação do Estado na cobertura de prejuízos causados por possíveis atos de terror.

O papel do Estado - Em vários países o Estado assumiu garantias, após os atentados de 11 de setembro, para que as companhias aéreas pudessem continuar voando quando as seguradoras rescindiram os contratos. As garantias na Alemanha valem até março e até agora não há indício de que o Estado possa prolongá-las.

Lucros menores - Os lucros da Allianz diminuíram de 2,4 bilhões de euros, em 2000, para 1,7 bilhões de euros, em 2001, em conseqüência dos prejuízos com os danos dos atentados nos EUA. No setor de seguro de bens, o lucro bruto caiu 9,2% para 649 milhões de euros, informou a seguradora, em Munique. A receita total de prêmios aumentou 4,2% para 10,1 bilhões de euros.

No futuro, os riscos do terrorismo não podem ser arcados apenas pelos seguros privados e indústrias, disse o presidente da Allianz, Reiner Hagemann. A União deveria participar junto com as indústrias e seguradoras de um "terror-pool", como acontece nos EUA, na Grã-Bretanha e Espanha. "O terrorismo é um ataque à sociedade e, por isso, o Estado também deve cobrir parte dos riscos", acrescentou.

Riscos até 10 milhões - Em matéria de seguros de prédios e instalações técnicas de firmas, a Allianz só irá bancar os riscos de atos terroristas em contratos de até 10 milhões de euros. "Boa parte da indústria já não está mais assegurada contra atentados, desde 1º de janeiro deste ano", diz o diretor Axel Theis. Quanto às demais, seus contratos vencem no fim de 2002.

A resseguradora suíça Swiss Re (ZFS) já assegurou sua participação no seguro contra o terror, que a Allianz quer criar. A companhia alemã, porém, está à procura de novos parceiros, dispostos a entrarem com 20% do capital necessário, isto é, 500 milhões de euros. As negociações com outros interessados prosseguem na semana que vem.