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Alemanha

Aliança incomum lança apelo em favor do clima

Preocupação com o clima global gera aliança incomum entre Greenpeace e conglomerados internacionais. Em Johanesburgo, eles lançaram apelo pela ratificação do Protocolo de Kyoto.

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Proteção do clima exige cooperação de diferentes grupos da sociedade

"Em favor de uma questão como essa, passamos para trás as nossas divergências em outros campos. E exortamos os políticos a se mostrarem responsáveis e combaterem finalmente a mudança climática, com base nas resoluções da ONU e do Protocolo de Kyoto."

Com essas palavras, o diretor do Greenpeace, Rémi Parmentier, apresentou em Johanesburgo uma parceria surpreendente: a de sua organização com o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. E foi complementado por Björn Stigson, presidente da entidade que congrega 163 multinacionais, entre as quais as petrolíferas Chevron Texaco e BP, o conglomerado químico DuPont e a gigante da mídia AOL Time Warner: "Compartilhamos a opinião de que os sinais divergentes, e muitas vezes contraditórios, dos governos nesta questão, são prejudiciais ao meio ambiente e a humanidade — sobretudo no que diz respeito ao tema redução dos gases causadores do efeito estufa".

Banco Mundial aplaude

Robert Watson, especialista em clima do Banco Mundial, elogiou a iniciativa como encarajadora e um "excelente primeiro passo". O combate às mudanças climáticas tem importância primordial para a solução dos cinco principais problemas da humanidade enumerados por Kofi Annan — água, energia, saúde, agricultura e diversidade de espécies — e exige a cooperação de diferentes grupos da sociedade, políticos e empresários, acentuou.

No entanto, o próprio Watson havia justificado que as resoluções sobre a proteção ao clima tenham ficado de fora da pauta da Rio + 10. Seria para evitar o recrudescimento das controvérsias entre os europeus e os EUA a respeito do Protocolo de Kyoto. E também para tentar levar o presidente George W. Bush a comparecer ainda a Johanesburgo, onde está sendo representado pelo secretário de Estado Colin Powell.

Catástrofes naturais preocupam especialistas

Dos 153 artigos da declaração que os delegados da Rio + 10 estão preparando até 4 de setembro, apenas alguns são dedicados à proteção ao clima, tema que voltará a ser debatido na Conferência do Clima a realizar-se em Nova Délhi, em fins de outubro.

Mas o debate sobre o clima ocupa inúmeros especialistas reunidos em Johanesburgo, motivados em especial pelas recentes catástrofes naturais. Não existe consenso sobre o papel desempenhado pela mudança do clima no surgimento dos fenômenos extremos registrados nos últimos tempos. Mas uma coisa é certa, diz Michel Jarreau, secretário-geral da Organização Mundial de Meteorologia: "O aquecimento global vai trazer um risco muito maior de catástrofes — por um lado inundações, mas também o contrário, ou seja, secas muito mais graves e desertificação".

Watson, do Banco Mundial, também concorda em que as catástrofes naturais tendem a aumentar no futuro. Segundo projeções, as mudanças no clima terão influências negativas sobre a produção agrícola na África, América Latina e Ásia, a partir de 2020.

Nem tudo se pode controlar na natureza. Mas ninguém nega mais que o ser humano é responsável pela mudança climática no globo. E que está mais do que na hora de tomar medidas concretas para reverter a situação.

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