Aliança de Chirac conta com vitória eleitoral | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 14.06.2002
  1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Mundo

Aliança de Chirac conta com vitória eleitoral

Poucas semanas depois de sua reeleição, o presidente da França, Jacques Chirac, está diante de um novo triunfo político, no segundo turno das eleições parlamentares, no domingo (16).

default

Presidente Jacques Chirac: foram-se os tempos da coabitação

Todas as pesquisas sobre intenção de voto prevêem uma maioria absoluta folgada para a aliança liberal conservadora que Chirac criou no segundo turno da eleição presidencial – a União para Maioria do Presidente (UMP) – no turno definitivo da eleição da nova Assembléia Nacional.

Com a vitória eleitoral, o presidente de centro-direita alcançará também a meta de acabar com a coabitação, em que dividiu o poder com um governo de esquerda. Chirac teve que tolerar, nos últimos cinco anos, uma coalizão dos partidos socialista, verde e comunista ocupou o governo sob a chefia do socialista Lionel Jospin. Este foi derrotado no primeiro turno da eleição presidencial e renunciou a seguir ao cargo de primeiro-ministro. Para evitar um triunfo do radical de direita Jean-Marie Le Pen, no segundo turno, toda a esquerda apoiou a cadidatura do presidente Chirac à reeleição

Maioria parlamentar

As pesquisam prevêem que a aliança de Chirac, UMP, vai eleger de 370 a 400 dos 577 deputados, enquanto o bloco do derrotado Jospin deverá conquistar de 150 a 190 assentos na Assembléia Nacional. A Frente Nacional de extrema-direita de Le Pen pode contar com apenas dois mandatos.

No primeiro turno da eleição parlamentar, no domingo passado, os partidos de centro-direita reunidos na aliança UMP ganharam 33,4% dos votos e com isso ficaram quase 10 pontos percentuais à frente dos socialistas com 23,8%. Mas o Partido Socialista não se deu por vencido. "O jogo ainda não terminou", disse o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn. Ele apelou aos franceses para que façam uso do direito de voto. No primeiro turno, em 9 de junho, houve recorde de abstenção. Aproximadamente 14 milhões de eleitores não compareceram às urnas e os partidos de esquerda têm esperança que eles apareçam no segundo turno.

No domingo, 1045 candidatos vão disputar 519 assentos na Assembléia Nacional. 58 deputados já foram eleitos nos primeiro turno, porque os candidatos conseguiram a maioria absoluta dos votos em suas circunscrições. No segundo turno basta a maioria simples.

Bomba-relógio

A se confirmarem os prognósticos, a aliança do presidente francês terá uma maioria folgada na Assembléia Nacional e com isso Chirac disporá de mais poder, até porque os partidos conservadores já são maioria no Senado. A aliança do presidente já anunciou intenção de cumprir rápido as promessas de campanha, como uma considerável redução dos impostos, uma flexibilização da jornada semanal de trabalho de 35 horas criada pelos socialistas e uma reforma do sistema de aposentadoria.

Analistas acham que uma redução de 30% dos impostos, como querem os conservadores, equivaleria a acender o pavio de uma bomba-relógio, pois os aliados e o próprio Chirac planejam, ao mesmo tempo, aumentar os gastos do Estado com segurança. Os especialistas contam com um aumento do déficit público este ano de 1,8% a 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB), podendo chegar no fim a 3%.