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Mundo

Aliados e oponentes de Morsi convocam manifestações no Egito

Marchas a favor e contra a decisão do presidente de ampliar os próprios poderes devem tomar as ruas da capital egípcia. Críticos falam em "golpe", e simpatizantes, em "ato revolucionário".

Os oponentes liberais do presidente egípcio Mohammed Morsi convocaram para esta sexta-feira (23/11) uma marcha até a Praça Tahrir, no centro do Cairo, contra o anúncio do líder islamista de ampliar os próprios poderes.

"Morsi é um ditador 'temporário'", dizia a manchete do jornal independente Al-Masry Youm na manhã desta sexta-feira.

Já os aliados do presidente, liderados pela Irmandade Muçulmana, vão demonstrar seu apoio em uma passeata próxima ao palácio presidencial, no norte do Cairo.

As forças de segurança foram enviadas para locais estratégicos próximos à Praça Tahrir. A segurança foi reforçada do lado de fora do prédio do Parlamento, dos gabinetes de governo e perto da sede do Ministério do Interior.

Morsi decretou nesta quinta-feira (22/11) emendas constitucionais que ampliam os próprios poderes e o colocam acima do controle judiciário, tornando suas decisões incontestáveis.

A comissária das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Navi Pillay, manifestou preocupação com a medida. Seu porta-voz, Rupert Colville, disse em Genebra haver "grandes preocupações sobre possíveis ramificações da declaração com relação aos direitos humanos e ao Estado de direito no Egito". O porta-voz manifestou ainda o temor de que a medida cause instabilidade no país.

Uma fonte ligada ao presidente disse à agência de notícias AFP que Morsi pode realizar um discurso nesta sexta-feira para defender suas ações.

RO/afp/dpa
Revisão: Francis França