Aliados do WikiLeaks retaliam prisão de Assange com ataques na internet | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 08.12.2010
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Mundo

Aliados do WikiLeaks retaliam prisão de Assange com ataques na internet

Hackers conseguiram deixar o site da MasterCard fora do ar, como retaliação ao bloqueio do fluxo financeiro do WikiLeaks. Membro do Partido Liberal alemão é afastado devido a revelações do portal.

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Assange está preso, mas seus aliados seguem ativos

Depois da prisão do criador da plataforma Wikileaks, Julian Assange, em Londres, simpatizantes do portal hackearam a homepage da MasterCard, deixando o site fora do ar na tarde desta quarta-feira (8/12).

O objetivo da ação era retaliar o bloqueio dos pagamentos destinados ao Wikileaks, portal de internet que está na mira de diversos governos e empresas desde a recente revelação de documentos sigilosos da diplomacia norte-americana.

Anteriormente, a companhia de cartão de crédito tinha bloqueado doações ao Wikileaks, seguindo o exemplo da concorrente Visa e do serviço de pagamento online PayPal. O site da MasterCard ficou fora do ar durante a tarde desta quarta-feira.

Operação Payback

O movimento hacker Anonymous assumiu a responsabilidade pela ação e comunicou no Twitter que o ataque faz parte da chamada “Operação Payback”.

Datacell, o braço comercial do Wikileaks sediado na Islândia, afirmou que irá processar ambas as companhias de cartão de crédito.

Na segunda-feria, o banco suíço Postfinance já interditara a conta pessoal do criador do Wikileaks, Julian Assange. Ontem o site do banco já fora alvo de ataques de hackers, chegando a sair do ar.

Após ter se apresentado à polícia britânica e ter sido detido, Assange se encontra agora no presídio de Wandsworth, em Londres. O mandado de prisão fora emitido pela Suécia, em decorrência de acusações de abuso sexual de duas mulheres.

A Suécia nega que o mandado de prisão tenha qualquer relação com a indignação de Washington contra o Wikileaks após a divulgação de 250 mil telegramas sigilosos do serviço diplomático norte-americano. Assange, por sua vez, sente-se vítima de uma campanha internacional e considera as acusações forjadas.

Fundação alemã quer processar PayPal

Moammar Gadhafi

Kadafi ameaçou britânicos, segundo documentos sigilosos

A fundação alemã que está servindo de importante canal para as doações ao Wikileaks, Wau Holland Stiftung, afirmou que seus advogados já tomaram providências jurídicas contra o bloqueio de sua conta no serviço de pagamento online PayPal. "Através dessa decisão arbitrária da firma PayPal, a fundação não tem mais acesso aos donativos recém-depositados de cerca de 10 mil euros", anunciou a organização.

O governo da Austrália culpou nesta quarta-feira os próprios EUA pela divulgação dos telegramas diplomáticos via WikiLeaks, alertando que Julian Assange não devia ser considerado culpado. O ministro australiano do Exterior, Kevin Rudd, atribui a culpa aos americanos encarregados da segurança de informação do governo, que não deveriam ter permitido o vazamento de dados.

As revelações da plataforma criada pelo australiano Julian Assange prosseguem, mesmo com o fundador do serviço na cadeia.

Um dos documentos recentemente divulgados menciona que o líder líbio Muamar Kadafi ameaçou romper o comércio com o Reino Unido, caso um cidadão líbio acusado do ataque contra um avião em Lockerbie morresse na cadeia escocesa. Segundo o jornal britânico The Guardian, o prisioneiro foi libertado em agosto de 2009.

Detido político alemão desmascarado pelo WikiLeaks

O político Helmut Metzner, ex-chefe de gabinete do ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, foi excluído do Partido Liberal nesta quarta-feira. Metzner já tinha sido suspenso, em caráter provisório, de seu cargo na chefia do gabinete ministerial, após a revelação de que fornecia informações internas do partido para diplomatas americanos.

Entre os dados repassados pelo político do Partido Liberal estavam, por exemplo, detalhes das negociações para formação do governo após a reeleição da premiê alemã, em 2009. O ministro Westerwelle tentou contornar o afastamento de seu assessor, mas acabou sendo vencido por pressões de correligionários.

MD/dpa/afp/rtrs
Revisão: Simone Lopes

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