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Mundo

Algum consenso, muitas divergências

Representantes dos Estados Unidos e da União Européia reúnem-se em Washington sob o signo da reconciliação. No entanto, os assuntos em que reina divergência predominam na pauta.

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Casa Branca é palco da cúpula anual EUA-UE

O encontro de cúpula anual entre os Estados Unidos e a União Européia, que se realiza nesta quarta-feira (25/06), em Washington, foi precedido de declarações em que transparece a boa vontade para com as relações transatlânticas. Tons conciliadores já predominaram, aliás, na recente conferência de cúpula da UE em Porto Carras, na Grécia. Passadas as discórdias em relação à guerra no Iraque, todos se empenham em olhar para o futuro, acentuando a importância da parceria, dos valores e dos interesses comuns.

Os EUA estão representados no encontro pelo presidente, George W. Bush, o vice, Dick Cheney, o secretário de Estado, Colin Powell, e a conselheira de segurança, Condoleezza Rice. Do Velho Continente, viajaram para Washington o presidente da Comissão Européia, Romano Prodi, o encarregado da política externa e de segurança da comunidade, Javier Solana, bem como representantes da Grécia, país que preside a UE neste semestre.

Pauta carregada...

Em apenas duas horas e meia, os participantes querem abordar, na Casa Branca, todo o leque de temas de relevância nos dias de hoje, desde o Oriente Médio, o Iraque e o Irã, passando pelo combate internacional ao terrorismo, até a liberalização do comércio e do tráfego aéreo internacional.

Sob o ponto de vista dos norte-americanos, um dos pontos mais importantes é a luta antiterrorismo, estando prevista a assinatura de um convênio — o primeiro da UE com um país não pertencente à comunidade — sobre a cooperação no setor jurídico e a extradição de suspeitos de terrorismo.

... de assuntos controversos

Mas ainda continua havendo muitas divergências entre ambas as partes, no que diz respeito à estratégia global de segurança. Ainda que um documento apresentado por Javier Solana se aproxime da posição norte-americana, tendo merecido inclusive elogios por isso, é pouco provável que a UE se disponha a adotar a doutrina das "guerras preventivas", defendida por Washington. A conciliação tem pouca chance, a crer na descrição que Joseph Cirincione, especialista em política exterior da Fundação Carnegie, faz da posição do governo norte-americano em relação ao europeus nas questões de segurança: "Se vocês não estão do nosso lado, então saiam da frente."

Outros ossos duros de roer são os temas econômicos. Persistem, por exemplo, as discórdias quanto às taxas aplicadas pelos EUA ao aço importado e aos subsídios europeus para a agricultura. O mais recente pomo-da-discórdia é o argumento de George W. Bush de que as restrições dos europeus à importação de alimentos geneticamente manipulados contribui para agravar a fome na África. Uma acusação que já gerou inúmeros protestos, como a da organização da Igreja Católica Misereor, que a acusou de "absurda", argumentando que justamente os subsídios dos países industrializados — "dos EUA em primeiro lugar" — para suas exportações são o "empecilho decisivo" para o desenvolvimento de uma agricultura sustentável naquele continente.

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