Alemanha venderá a Israel mais um submarino com capacidade nuclear | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 21.03.2012
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Mundo

Alemanha venderá a Israel mais um submarino com capacidade nuclear

Ministro da Defesa alemão declarou que país fornecerá sexto submarino com capacidade nuclear aos israelenses. A Alemanha, que subsidiará parte dos custos da embarcação, alerta, porém, sobre os riscos de um ataque ao Irã.

Das erste von drei in Deutschland gebauten U-Booten der israelischen Marine, die INS Dolphin, ist in den Heimathafen Haifa eingelaufen (Archivfoto vom 27.07.1999). Die israelische Marine bekommt nach Presseberichten zwei neue U-Boote aus Deutschland. An den Kosten von einer Milliarde Euro werde sich Berlin zu einem Drittel beteiligen, berichten die Magazine «Der Spiegel» und «Focus». Israel hat bereits drei in Deutschland gebaute U-Boote der «Dolphin»-Klasse im Einsatz. Sie wurden nach dem ersten Golfkrieg der USA gegen den Irak 1999 und 2000 geliefert. Foto: Nackstrand (zu dpa 4186 vom 19.11.2005) +++(c) dpa - +++

Deutschland baut U-Boote für israelische Marine

O ministro da Defesa alemão, Thomas de Maiziere, anunciou nesta terça-feira (21/03) que a Alemanha venderá a Israel o sexto submarino da classe Dolphin, com capacidade nuclear. A venda da embarcação foi confirmada após conversas com o ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, em Berlim.

"Um submarino adicional será fornecido a Israel", declarou de Maiziere, adicionando que a Alemanha subsidiaria parte dos custos.

O ministro não revelou o valor do subsídio. Em novembro de 2011, uma fonte do governo alemão havia informado que o país pagaria um terço da conta, totalizando no máximo de 135 milhões de euros. A quantia está prevista no orçamento alemão de 2012 para gastos com "sistemas de defesa para Israel".

Negociações

De acordo com informações divulgadas pelo jornal israelense Yediot Aharonot em outubro, a Alemanha reavaliou a venda do submarino a Israel após tensões envolvendo a construção de assentamento judeus em territórios palestinos ocupados.

No entanto, Berlim acabou concordado em vender a embarcação a Israel depois de o Estado judeu liberar milhões de dólares para a autoridade Palestina em direitos aduaneiros, reportou a rádio do exército israelense dois meses depois.

Israel Deutschlan Ehud Barak Thomas de Maiziere Berlin 20.03.2012

Em berlim, Barak e de Maiziere definiram venda de submarino e discutiram questão iraniana

Atualmente, a marinha israelense possui três submarinos da classe Dolphin, fabricados na Alemanha pela Howaldtswerke-Deutsche Werft (HDW), uma unidade da ThyssenKrupp. Desses três, dois foram comprados após a Guerra do Golfo de 1991.

Após um acordo com Israel em 2005, dois outros submarinos estão sendo construídos em um estaleiro na cidade de Kiel e devem ser entregues em 2012. A Alemanha contribuiu com 333 milhões de euros pelos dois – cerca de um terço dos custos. Agora, um sexto submarino foi incluído no acordo com Israel.

Assume-se que Israel tenha as únicas armas nucleares do Oriente Médio, o que o país não confirma nem nega. As armas poderiam estar a bordo dos Dolphins - submarinos pequenos, movidos a diesel, destinados à patrulha costeira e equipados com dez tubos de torpedo.

De olho no Irã

De Maiziere disse temer, assim como Israel, que o Irã se arme nuclearmente e estar convencido de que o país tem esse objetivo. Porém, o ministro alemão pediu cautela. "Uma escalada militar significaria riscos incalculáveis para Israel e para a região", declarou.

Barak, por sua vez, afirmou que todas as opções com relação ao Irã deveriam ser consideradas, menos a contenção. "Aceitar um Irã nuclear seria inconcebível e inaceitável para o mundo todo." O Irã insiste que seu programa nuclear é puramente não militar.

A Alemanha – que após o holocausto tornou-se absolutamente comprometida com a segurança de Israel – defendeu campanhas diplomáticas internacionais para controlar Teerã. Mas Berlim também criticou o programa de construção de assentamentos de Israel.

"Israel tem garantida a solidariedade alemã quanto à sua integridade soberana e sua existência. Mas é importante que o país e seus parceiros caminhem em direção a uma solução para o conflito no Oriente Médio", disse de Maiziere.

LPF/afp/rtr
Revisão: Francis França

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