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Mundo

Alemanha vai manter soldados e material no Kuwait

A pedido dos Estados Unidos, a Alemanha deixará no Kuwait parte de seus soldados e equipamentos que participaram dos exercícios para uma eventual guerra com armas atômicas, biológicas e químicas.

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A soldada Annika Sommer foi para o Kuwait em 6 de fevereiro.

O treinamento de militares alemães e americanos para uma eventual guerra com armas nucleares, biológicas e químicas, a 30 quilômetros de Kuwait City, durou apenas duas horas, na segunda-feira (05). Para os participantes – 60 alemães e 14 americanos – não foi uma ação fácil, apesar da duração curta. Com o calor escaldante do deserto, eles tiveram que usar máscaras e roupas de proteção.

O tanque Fuchs, uma espécie única de laboratório sobre rodas, desempenhou um papel especial, dada a sua capacidade de detectar e recolher do solo material radioativo, químico ou biológico, em fração de segundos, com suas sondas, sensores e braços.

Militares alemães, que participaram da única manobra do gênero realizada até agora, disseram que estão se preparando para o caso de um ataque de terroristas. O ministro da Defesa, Rudolf Scharping, repetiu em Berlim que a manobra não faz parte de preparativos para uma ampliação ao Iraque, da campanha antiterror dos EUA e aliados.

As Forças Armadas alemãs ( Bundeswehr) mantêm no momento 250 soldados no Kuwait, dos quais 200 deverão retornar para a Alemanha em meados deste mês. A pedido do governo americano, 50 soldados, os tanques Fuchs e outros equipamentos ficarão no emirado. Este fato reforça a desconfiança em relação à afirmativa dos governos americano e alemão, de que a manobra não fez parte dos preparativos para um ataque ao Iraque.

"Se foi apenas uma manobra militar, não há motivo para deixar soldados e equipamentos na região", argumenta o presidente do Partido Liberal, Guido Westerwelle. Ele tinha exigido que os tanques Fuchs fossem trazidos de volta para a Alemanha, depois dos exercícios no Kuwait. O envio das forças especiais fez parte de uma resolução aprovada pelo Parlamento em Berlim, no final de 2001, para apoiar a luta internacional contra o terrorismo